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Abdulai Sila, escritor da Guiné-Bissau, apresentou em Coimbra, cidade portuguesa, a peça teatral “As Orações de Mansata”. Com o lançamento deste trabalho, Sila torna-se o primeiro autor guineense a escrever uma peça de teatro.

Publicada pela editora “Cena Lusófona”, a obra foi apresentada esta segunda-feira, 25 de Julho, em Coimbra.

Com a “As Orações de Mansata”, Abdulai Sila tornou-se o primeiro autor guineense a escrever uma peça de teatro. A peça assume-se como uma versão africana de “Macbeth”, de Shakespeare e, segundo o autor, terá continuação numa segunda obra, “mais alegre, com menos violência, mais cómica, mas crítica, na mesma”.

Sila prepara-se também para ser pioneiro da ópera no seu país, numa parceria com o músico José Manuel Fortes, recentemente regressado ao país natal, depois de ter vivido alguns anos nos Estados Unidos.

Abdulai Sila afirmou que não gosta de escrever por encomenda, pois para ele escrever é um prazer, mas quando surgiu a oportunidade de escrever um texto dramático que estivesse relacionado com Macbeth, aceitou esse desafio pois tinha a noção que vivia num autêntico palco.
É uma obra que retrata todos os mecanismos de corrupção, luta pelo poder e violência extrema que ficaram marcados no regime político da Guiné-Bissau, ou seja trata-se de uma luta entre muitas pessoas que querem subir ao poder e que são capazes de tudo, inclusive a “matança geral”.

Abdulai Sila fez ainda um apelo a todos os guineenses para que encarem todos os desafios que têm pela frente sempre com muita confiança e esperança.
Acrescentou ainda que a função do escritor não é só criticar, mas sim dizer a verdade, como também a obrigação de solidarizar, por isso há que ter esperança que as coisas vão mudar e tentar passar sempre uma mensagem de fé.

Clique aqui para visitar a página no facebook do escritor guineense Abdulai Sila. 
Nesta quarta-feira (15/06), às 17:30, no Centro Cultural Francês, terá lugar um evento inédito sobre Educação, Tecnologia e Cultura - o ETC 2011.

Concebido e organizado por um grupo de jovens estudantes e profissionais guineenses chamado Rotaract Club de Bissau, o ETC tem como principal objectivo inspirar novas lideranças na sociedade guineense.

Para tal, foram seleccionadas cinco palestras virtuais que falam sobre educação, tecnologia e cultura, mas também sobre o potencial dos jovens africanos, das possíveis soluções que levarão à "renascença" Africana, dos valores culturais que nos definem, etc, etc, etc. 

A primeira palestra a ser apresentada será a do ganense Patrick Awuah, sobre a educação dos líderes africanos.  
A seguir, o indiano Pranav Mistry, que é considerado um dos maiores inventores da nossa era, mostrar-nos-á o incrível potencial da tecnologia SixthSence. 
Neil Turok é um renomado físico sul-africano que acredita que o próximo grande cientista pode, sim, ser africano. Para isso, criou o AIMS (Instituto Africano de Ciências Matemáticas) e quer ter 15 centros educacionais espalhados pelo continente africano. 

O maluiano William Kamkwamba é conhecido como "o rapaz que dominou os ventos" e os seus feitos confirmam a tese de Neil Turok. 
Por último, mas não menos importante, apresentaremos a palestra de Chimamanda Adichie, uma romancista nigeriana que nos alerta sobre o perigo da história única. 
 
Depois da exibição destas inspiradoras palestras, terá lugar uma conversa entre os participantes sobre os temas abordados e também sobre o papel que os actuais e futuros líderes da Guiné-Bissau têm a desempenhar. 


O ETC é um evento aberto ao público em geral e a  participação de todos é muito bem-vinda. Aliás, a participação é um elemento central em todos os eventos organizados pelo Rotaract Club de Bissau, que propositadamente cria um ambiente amigável, descontraído e animado para incentivar os participantes a expressar as suas idéias e opiniões. 

Este evento foi inspirado no TED (Technology, Entertainment & Design) e espera-se que esta seja a primeira de muitas edições deste evento inovador, criado por jovens líderes para motivar a nossa sociedade a fazer mais e melhor, para o bem da nação. 

Se você estiver em Bissau, não perca este evento! Se estiver no estrangeiro, dê uma força aos Rotaractianos clicando em LIKE na página do Rotaract Club de Bissau no facebook. 

Para a realização deste evento, o Rotaract Club de Bissau conta com o apoio da Fundação MTN e da Eguitel Comunicações, duas entidades que acreditam e investem na formação dos futuros líderes guineenses.





Nota: As palestras que serão apresentadas no ETC foram extraídas do site www.ted.com. Você pode assistir a essas e muitas outras interessantíssimas palestras, gratuitamente, acessando o site. Para ver as palestras que escolhemos para o ETC, clique nos nomes dos oradores.  



Deuses de verdade têm ossos (tradução independente)


Links sobre o documentário sobre a Guiné-Bissau e que estreou recentemente em no Documenta Madrid 2011. "Los dioses de verdad tienen huesos" ("True Gods Have Bones")/English below/ - Película Documental 



SINOPSIS / SYNOPSIS

ESPAÑOL:
La vida en Guinea Bissau no es sencilla por ser uno de los países más pobres del mundo. Los niños con graves problemas de salud tienen que ser evacuados a Europa para salvar sus vidas. A través del día a día de cinco personas de diferentes procedencias, razas y creencias, se descubren las dificultades para llevar a cabo estas evacuaciones. Dificultades causadas por la burocracia y la inestable situación política del país. Un “día cualquiera” el Presidente de la República y el Jefe del Estado Mayor son asesinados y el país se paraliza. Los protagonistas enseñan cómo es la lucha de la sociedad guineana por seguir adelante con una sonrisa, algo que a priori parece imposible. Pero en África lo fácil es difícil y lo imposible se vuelve sencillo.

ENGLISH:
Life in Guinea Bissau is not easy because it is one of the poorest countries in the world. Children with severe health problems have to be evacuated to Europe as their only chance for survival. The day to day lives of five people of different races, beliefs and backgrounds, reveal the complications of carrying out these evacuations. These difficulties are caused by bureaucracy and political instability. One day, much like any other, the President and Chief of Staff are murdered and the country is paralyzed. The protagonists teach us about the struggle in Guinean society to look forward to the future with a smile, something that a priori would seem impossible. But in Africa easy things are difficult and the impossible becomes simple to achieve.


Imagem ilustrativa

Bissau - O realizador guineense José Lopes e a sua equipa de filmagens têm agitado nos últimos tempos as ruas da capital da Guiné-Bissau, com a gravação do filme "Clara di Sabura" ou Clara das Festas, noticia hoje (sábado) a Lusa. 
 
"Filma a minha filha, ela é a Clara di Sabura", pede uma mulher entusiasmada com as gravações de mais uma das cenas do filme em Bissau. 
 
O pedido daquela mulher junta-se ao de tantos outros guineenses que querem participar na produção da empresa Gapro.

 
Clara di Sabura é a história de uma menina criada pela avó com todo o carinho e protecção, mas que não acatou os seus conselhos, preferindo andar pelas ruas "numa vida boa", explicou à agência Lusa Salvador Gomes, da produtora guineense Gapro. 
 
"Não se preocupou com o futuro e quando se apercebeu que o tempo passou arrependeu-se", acrescentou. 
 
O objectivo do filme é passar uma mensagem à juventude da Guiné-Bissau, disse Salvador Gomes. 
 
"Queremos atingir a juventude. Queremos fazer as pessoas pensarem no futuro. Na altura de poder estudar, estuda, para se preparar para amanhã. Se não se preparar para amanhã enfrenta dificuldades que poderia não ter de enfrentar caso estivesse preparado", sublinhou. 
 
O filme pretende igualmente mostrar uma nova imagem de Bissau, através de cenas gravadas em bancos, hotéis, empresas privadas, escolas e universidades.
 
Clara das Festas foi inspirado num dos poemas do jornalista Mussá Baldé, frequentemente lidos nas rádios guineenses. 
 
A Gapro é uma produtora audiovisual criada há cerca de cinco anos, que já tem provas dadas no mercado na produção de conteúdos para televisão e rádio. 


Identidades em Trânsito   
Gênero Documentário
Diretor Daniele Ellery, Márcio Câmara
Ano 2007
Duração 19 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Local de Produção: PE
Identidades em Trânsito trata das experiências de estudantes de Guiné-Bissau e Cabo Verde formados no Brasil. O filme aborda a saída, a chegada, adaptação no Brasil, e o retorno desses estudantes aos seus países de origem.

Ficha Técnica
Fotografia Francisco Sérgio Moreira Roteiro Márcio Câmara,Daniele Ellery Som Direto Francisco Sérgio Moreira Edição de som Artesanato Digital Argumento Daniele Ellery MixagemAurélio Dias - Mega Rio Transfer Movedoll - Ronald Palatnik,Gilberto Santana

Link para ver:
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=5209&Exib=5937

Cinema
"Hortas di Pobreza" da Guiné-Bissau vence FESTin 2011

Um júri constituído por Mário Fançoni, da Embaixada de Angola, Francisco Barbosa, representando a EGEA/Cinema São Jorge e José Amaral da Embaixada de Timor, escolheu o filme Hortas di Pobreza, da  Guiné-Bissau, 2010,  uma realização de Sara Sousa, como a Melhor Longa-Metragem em competição, com um prémio no valor de €5.000 atribuído pelos estúdios brasileiros Quanta.

" Lixo Extraordinário", um extraordinário documentário, realizado pelos brasileiros Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, e que abriu o festival no dia 26 de Abril, foi agraciado pelo júri com uma menção honrosa.

Este documentário foi objecto de uma crítica por parte do Hartdmusica e é de salientar que  foi  o filme que obteve a melhor classificação dada pelo público.
"Contagem" de Gabriel e Maurílio Martins, Brasil, 2010, foi considerada a melhor curta-metragem pelo juri composto pelo actor Ângelo Torres, a escritora Brisa Paím e  pela realizadora Salomé Llamas arrecadando um prémio no valor de €2.500, também atribuído pelos estúdios Quanta.

As curtas "Verónica"  dos portugueses de António Gonçalves e Ricardo Oliveira, e  "Vidas Deslocadas", do brasileiro João Marcelo Gomes, forma objecto de menções honrosas, sendo que "Aos Pés", do realizador brasileiro Zeca Brito, foi a curta preferida pelo público.
O FESTin 2011, termina joje, dia 1 de Maio, e reserva a primeira sessão do último dia de programação ao público infantil e juvenil com a projeção do filme "O Planeta Adormecido", uma história falada e cantada em português, que mistura personagens reais e animadas, numa aventura para salvar o planeta Terra.
Cumprindo o objectivo de fomentar a inclusão social através do cinema, o FESTin dedica este dia à "Mostra Cinema para a Inclusão", exibindo nove filmes oriundos de Portugal, Angola e Brasil.
Serão apresentadas cinco curtas-metragens integradas no projecto “Kê Li Kê Lá” (designação em crioulo para a expressão “ah, e tal”),  que visa a sensibilização artística de jovens do Casal da Boba, na Amadora, e foi financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação EDP.
Na Sala Manoel de Oliveira, antiga Sala 1, a partir das 17:00, são exibidos  três filmes do realizador português João Botelho, uma das figuras evocadas nesta 2.ª edição.

João Botelho selecionou "Um Adeus Português" (1985), "Tempos Difíceis" (1987) e "Três Palmeiras" (1994), filmes que completam a breve retrospectiva iniciada no sábado com "Conversa Acabada" (1980).
A partir das 16:30, decorre na Sala 2, a oficina "Os primeiros passos no cinema", orientada por Marítissa Benot e Klauber Oliveira.
Dirigida a jovens dos 16 aos 21 anos, esta oficina será a primeira de uma série a desenvolver ao longo do ano, na expectativa de que os trabalhos resultantes possam integrar a programação do FESTin em 2012.


O reencontro da cultura nacional nas ilhas de Bijagós

A ilha de Bubaque acolheu, de 22 a 24 do mês em curso, a III Edição do Festival da Cultura Moderna guineense, que contou com a participação de artistas nacionais e internacionais, nomeadamente, Tito Paris, Sidónio Pais, José Manuel Fortes, Justino Delgado, Sambala Kanuté, Rui Sangará, Iva e Ychi, Jovem Benham, Atanásio Atchuén e Mafóngo.
A nível de grupo estiveram presentes os “Netos di Bandim”, “Kabaro di Canhabaque” e “Kampuni di Bubaque”.
A festa foi colorida de músicas, danças folclóricas e gastronomia guineense, tudo num ambiente turístico e fascinante.
A cerimónia de abertura do evento foi presidida pelo Secretário de Estado da Juventude Cultura e Desportos em representação do Executivo. Fernando Saldanha disse, na ocasião, que este evento representa um chave de ouro, razão pela qual agradeceu a comissão organizadora por ter organizado esse certame.
“O Governo elegeu a cultura como arma de consolidação e pacificação, com o intuito de mostrar ao mundo que a Guiné-Bissau é um país que tem o seu destino, cultura, tradição e história”, referiu.
Fernando Saldanha disse que, o Festival de Bubaque mostra a realidade da existência de paz no país e pediu à Comissão Organizadora para se esforçar ainda mais, no sentido para que a IV edição, em 2012, seja ainda melhor para o arquipélago dos Bijagós.
A este respeito, lembrou que a Guiné-Bissau fora representada no Festival Indígenas do Ultramar (Portugal) em 1905, com a cultura dos Bijagós, por isso, afirmou haver valores culturais na Guiné-Bissau.
Na sua explanação, o presidente da Comissão Organizadora, José Manuel Fortes, afirmou que o objectivo deste evento cultural artístico tradicional é restabelecer ao arquipélago dos Bijagós, concretamente em Bubaque, o bom nome que tinha dantes.
José Manuel Fortes revelou que as informações que acompanhamos na Internet mostram que Bubaque é uma placa giratória da droga, razão pela qual os investidores estrangeiros se sentem inseguros em investir. Por isso, “a única maneira de tirar ao arquipélago este mau nome é através da organização de eventos de grande envergadura”, disse Zé Manuel Fortes.
Ele mostrou que, a sua organização tem muitos projectos a desenvolver nos próximos anos, prova disso afirmou que já têm um DVD destes festivais, com as imagens turísticas das ilhas que vai expandir por todo o mundo.
Por outro lado, afirmou que a cultura é uma indústria que pouco a pouco vai ser activada, porque as ilhas dos Bijagós são diamantes que a Guiné-Bissau possui, razão pela qual vão utilizar essas potencialidades para colocar Bubaque no mapa do mundo artístico e turístico.
De salientar que, este evento foi patrocinado pela Presidência da República, Fagoral-Unicer, MTN, Engen, Gomes & Gomes, Petromar, TAP-Air Portugal, Hotel Sol-Mar, Hotel Ancar, Transmar, INACEP-EP, BRS, Canté/Canté, CPLP, Governo Regional, CCIAS, Expresso Bijagós, Empresa Mokato, Proprietária de Estância, Jornal “Nô Pintcha”, RDN, TGB, Rádio Sol Mansi, Rádio Phoenix, RTP, RDP, Cobiana Records, Hotel Calypso, Ponta Anchaca, Casa Dora, Cruz Pontes, Médicos do Mundo e IBAP.   


Texto e Foto: Daniel Cardoso

Ballet Estrela Negra no espírito da reforma

Numa viagem a um dos pontos turísticos da Guiné-Bissau, a estância balnear Mar Azul, na margem de um dos muitos canais da água do mar que não pôde submergir as ilhas de mangais e outras habitáveis, deparou-se-nos um grupo cultural interessante.
Num ambiente de descontracção, o Ballet Estrela Negra de Bissau (FARP) exibiu vários números de dança do folclore de várias línguas faladas localmente expressando-os com extrema beleza.
Num segundo momento, apresentavam aos presentes, entre os quais membros das delegações angolana e bissau-guineense, uma peça teatral cujo propósito estava relacionado com os objectivos da missão angolana na Guiné-Bissau.
Era uma peça teatral na qual se realçava a necessidade de estabilidade do país, acabando-se com as makas político-militares e reconhecia-se a importância que revestia o processo de redimensionamento das forças armadas guineenses.
Trajados de fardas e armas simbólicas, representaram tudo quanto de mau a guerra provocava num país e acabaram por sensibilizar os militares a deporem as armas e abraçarem o processo de estabilização da Guiné-Bissau.
A expressão deste momento, resumiu-se à entrega, por um dos actores, de todo o espólio usado durante a apresentação como as armas e as fardas com que estavam equipados.
Na presença de dois comandantes de ramos das forças armadas guineenses, os actores entregaram-nas simbolicamente os apetrechos, arrancando palmas de todos os presentes no local.
A INTERESSANTE HISTÓRIA DO BALLET ESTRELA NEGRA DE BISSAU
É um grupo semi-profissional integrado por actores e bailarinos de vários extractos sociais que foi fundado há 35 anos e ficou adstrito às Forças Armadas.
Já fez actuações na Libéria, Guiné-Conackry e Senegal com uma mensagem, nos últimos tempos, voltada à consciencialização e apelos à cidadania.
O seu actual responsável é o segundo sargento da tropas guineenses, desde 2002, Amâncio António Sanca, que além de instrutor no centro de Cumeré, disse responder igualmente pelo sector da Cultura no exército da Guiné-Bissau.
“O grupo geralmente cria uma peça teatral que articula com uma dança”, disse Sanca para acrescentar que o ballet dispõe de uma certa universalidade ao interpretar e representar em qualquer uma das nove línguas mais faladas localmente a expressão cultural destes povos.
O conjunto da obra mais recente incorpora a peça sobre a “Reforma das forças de defesa e segurança”, apresentada no Mar Azul, mas já trabalharam numa outra sobre a reconciliação na Guiné-Bissau.
Também apresentaram-se ao público do seu país para abordar a problemática do narcotráfico, alertando para as graves consequências do fenómeno na vida dos guineenses, assim como montaram outro espectáculo sobre a “Luta contra O HIV dentro das forças armadas”.
Sempre com uma postura sensibilizadora, Amâncio Sanca lembrou que o grupo já interveio com este objectivo junto dos militares das frentes norte, leste e sul, quando elas estavam a passar por enormes dificuldades.
Sem grandes apoios, o Ballet Estrela Negra conta com as Nações Unidas, que estabeleceu um contrato para a montagem das peças ligadas ao HIV e à reforma, que foram exibidas em todas as unidades militares.
Questionado sobre o alcance da obra feita, Amâncio Sanca disse que a peça sobre a reforma das forças armadas tem merecido os maiores elogios, recebendo mesmo, segundo disse, “o apoio das altas patentes militares das forças armadas guineenses”.
Pessoalmente, apela a todos os militares a abraçarem o processo de reforma “para se acabar com os 11 anos de guerra e deixar o lugar para os mais jovens”.
Questionado se isso se vier a passar consigo, respondeu claramente que deixaria o lugar, mas disse esperar “que a reforma melhore o estatuto de todos que deram o melhor de si nas forças armadas”.
ASPIRAÇÕES
Estreante no grupo aos 12 anos, Amândio Sanca diz que gostava de poder representar a arte guineense, o talento do seu grupo noutros países do mundo mas as dificuldades são enormes e actualmente restringem-se ao interior do seu país.
Considera que a cultura guineense é valorizada internamente mas faltam apoios das entidades nacionais que superintendem este pelouro, já que as forças armadas dispõem de muito poucos recursos.
Manifestou o desejo de estabelecer intercâmbio com grupos de ballet angolanos para a troca de experiência e enriquecimento.
DIFICULDADES
Neste momento o grupo precisa de tambores, material de captação sonora, máquinas fotográficas profissionais e instrumentos como o kora, balafone e trajes típicos das várias etnias cujas manifestações artísticas representam no exercício da sua actividade.
Eugénio Mateus Enviado à Guiné-Bissau
30 de Março de 2011
13:03
 
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PEDRÓGÃO GRANDE – Livro retrata Guiné-BissauPDFImprimire-mail
15-Mar-2011
Mário Beja Santos apresentou este fim-de-semana mais um dos seus livros. Desta feita “Mulher Grande” retrata uma Guiné Bissau que não esquece, onde viveu quando combateu em nome da pátria.
O livro surge para colmatar uma sensação de vazio. Em tempos havia escrito dois volumes respeitantes a 26 meses vividos num teatro de operações. Quando terminou “Tigre Vadio” optou por “tomar um banho de água” e escrever duas obras sobre segurança alimentar e publicidade, sentindo no entanto que ainda faltava algo. Foi então que começou a escrever num blog e que surgiu a ideia de escrever esta última publicação que é fruto de uma viagem à Guiné, onde teve oportunidade para ouvir alguns relatos interessantes.
Beja Santos criou assim uma “Mulher Grande” significando “mulher velha, sábia, ousada, assistente e de grande coragem”. Conta a história de uma mulher com 90 anos que teve uma educação esmerada, um pai que morreu com um tumor e que deixou a família embaraçada, obrigando-a a um pacto, ou seja o irmão comprometeu-se a acabar o curso de medicina e ajudar a mãe e a irmã. A mãe socorreu-se de tudo para sobreviver, mas sempre com dignidade e aos 30 anos apaixonou-se por um funcionário colonial...
São cerca de 300 páginas “de leitura fácil mas que tenta sempre fazer o seu enquadramento histórico”, relata ainda o autor.
Beja Santos é desde algum tempo um munícipe de Pedrógão Grande e fez questão de depositar na biblioteca municipal daquele concelho grande parte do seu vasto espólio literário o que para João Marques, presidente da autarquia é “um contributo inesquecível para nós”.

Quem somos?

Ku Si Mon é a primeira e a única editora privada guineense. Foi criada em Bissau em 1994, a seguir à liberalização política e à instauração do multipartidarismo.

Os seus principais domínios de intervenção são a literatura (romances, contos, ensaios), a tradição oral (recolhas de contos, provérbios, adivinhas) e a linguística (dicionários analó­gicos bilingues). Publica textos em português e edições bilingues criol-francês e criol-português. Ocasionalmente tem patrocinado eventos artísticos (exposições).

A editora funciona através do trabalho não remunerado dos seus membros, que executam todas as fases da edição prévias à impressão. As despesas de funcionamento são igualmente suportadas pelos seus membros, que aplicam as receitas na edição de novos títulos.

Nos quatro primeiros anos da sua existência, Ku Si Mon Editora publicou cerca de uma vintena de títulos. Durante a guerra de 1998-99 a sua sede foi bombardeada, tendo perdido boa parte do seu património.

Em 2003, a editora retomou os seus trabalhos com a publicação do livro “Contos da Cor do Tempo”, uma colecção de doze contos, editada especialmente para celebrar os seus 10 anos de existência.

Ku Si Mon Editora é membro fundador da “Aliança dos Editores Independentes”, uma asso­ciação internacional que congrega 75 editores de 42 países, sedeada em Paris.

Novos livros

Contos do Mar sem Fim

Antologia de contos de Angola, Brasil e Guiné-Bissau

Esta publicação é o resultado de um trabalho de quase quatro anos desenvolvido por três editoras privadas de Angola (Chá de Caxinde), do Brasil (Pallas Editora) e da Guiné-Bissau (Ku Si Mon Editora), no âmbito da colaboração estabelecida como membros da “Aliança dos Editores Independentes”. A obra, dividida em três partes, apresenta textos produ­zidos por contistas destes três países, num total de dezasseis contos. Na palavras da Profa Laura C. Padilha, “… no plano do discurso e do paisagismo por ele criado, os contos viram cantos e, com eles, nos abrimos para a incrível festa de uma leitura, acima de tudo, prazerosa. Tal se justifica pelo facto de que, pelas malhas dos textos, se cria uma espécie de roda na qual ouvimos e vemos vozes e passos de homens e mulheres para os quais, sejam eles angolanos, guineenses ou brasileiros, o importante, como ensinou Agostinho Neto, é saber que, para além dos caminhos do mar, é preciso buscar o caminho das estrelas.”

A Estátua Perdida

Raul Mendes Fernandes

Peça de teatro em cinco actos, “ela surgiu-me um dia em Bubaque a partir de uma notícia sobre o desaparecimento de uma outra estátua em Bolama… Ela foi por aí, encontrou-se com outras um pouco perdidas nas nuvens e fundiu-se numa outra que se revoltou contra a sua sorte. Ela tornou-se insurrecta e como não tinha muitos meios para enfrentar os seus opressores, escolheu a fuga”.

R.M.F.





Para os (poucos?) que ainda não conhecem ...


Muito obrigado a "Aulosa" por disponibilizar os vídeos no Youtube.
À Contekunda Produções, os nossos sinceros parabéns por este excelente trabalho que agradou a todo o povo guineense.

Vamos incentivar os nossos artistas a continuar com este trabalho, pois talento não lhes falta e se tiverem o apoio necessário, certamente teremos muitos sucessos Made in Bissau!
Comentem!





Partes 1 e 2

O nosso muito obrigado a "Aulosa" por disponibilizar os vídeos no Youtube.




O projeto de Narf e Manecas começou a andar há dous anos


PGL - Desde o passado dia 9, e até 15 de dezembro, Fran Pérez 'Narf' e Manecas Costa estám no país deste último, na Guiné Bissau, levando até lá o disco Aló Irmao, para serem «com toda a humildade, umha porta ao otimismo». No país africano protagonizarám concertos e apresentarám o seu projeto em escolas.
O disco, situado no verão como n.º 1 da RDP África, é visto polos guineenses como um «orgulho» devido ao contributo para achegar «umha imagem positiva do seu país», afirma Fran Pérez no blogue do projeto.
O projeto
Aló Irmao é um trabalho que botou andar há dous anos, mas que só neste 2010 chegou em forma de disco. Aqui respira-se fusom, nom só da Galiza e a Guiné-Bissau. Galego-português, crioulo, machopi e inglês som as vozes que se deixam ouvir durante os mais de 60 minutos da criaçom.

+ Ligações relacionadas:
  • Aló Irmao na loja Imperdível
Fonte: http://www.pglingua.org/noticias/informante/3095-alo-irmao-em-guine-bissau

10 de dezembro de 2010 • 23h05 • atualizado em 11 de dezembro de 2010 às 00h46


Com o Brasil como convidado de honra, teve início nesta sexta-feira, em Dacar, o terceiro Festival Mundial de Artes Negras, sob o tema "Renascimento africano". Com "Brasil, terra da mestiçagem e da diversidade cultural, o festival será um símbolo da fecundidade e do diálogo entre os povos e as culturas", diz o lema do encontro, que seguirá até 31 de dezembro.
O Festival foi inaugurado no estádio de Dacar pelo presidente senegalês, Abdoulaye Wade, na presença dos líderes de Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, e Guiné Bissau, Malam Bacai Sanha.
No show de abertura do Festival atuaram o camaronês Manu Dibango, a beninense Angélique Kidjo, as sul-africanas do Mahotella Queens e os senegaleses Youssou Ndour, Baaba Mal e Ismael Lo.
A cerimônia terminou com a apresentação do grande conjunto de percussionistas do Senegal, dirigidos pelo mestre dos tambores Doudou Ndiaye Rose, de 80 anos.

Noelson Teixeira, aka DJ Mandas

Noelson Teixeira, mais conhecido por DJ Mandas, é um jovem guineense que se tem destacado no cenário noturno brasileiro devido ao seu dom de saber animar, com maestria, as pistas de dança multiculturais das noites de diversas cidades brasileiras. 

Dono de um exclente gosto musical e do super badalado e actualizado blog DJ Mandas  (http://djmandas.blogspot.com), ele também assume os papéis de pai, cidadão e estudante de Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Em ambientes onde se juntam guineenses, angolanos, caboverdeanos e brasileiros, entre outros, o DJ Mandas é um dos poucos que consegue ser em sucedido na difícil tarefa de agradar a todos, do início ao fim da sua actuação. 

Somando o seu talento à sua constante evolução - fruto de muita dedicação - e simpatia, temos uma promessa para a música guineense e internacional. É por isso que o escolhemos para ser a primeira personalidade entrevistada na nova série do Made in Bissau (MIB), em que apresentaremos aos nossos leitores os guineenses que vêm representando positivamente a nossa Pátria amada. 


MIB: Quem é o DJ Mandas e como é que ele se destaca dos outros DJs?
DJ Mandas: Na verdade dj Mandas não difere dos outros, porque entre todos existe a mesma paixão pela música. No entanto, eu me considero uma pessoa simples, cuja existência se assemelha ao conceito de músico. Tudo se resume à musica, e a musica se resume ao meu ser. 

MIB: Como e porquê é que você se tornou um DJ? 

DJ Mandas:Sem falso moralismo, creio que já estava predestinado a ser um DJ, vocação não se adquire, nascemos com ela. E eu nascí para ser um DJ. Na verdade, uma coisa levou a outra, a minha paixão pela música se associou ao desejo de me tornar profissional da música. Portanto aqui hoje estou. 

Dj Mandas no Fifa Fan Fest, em Copacabana, durante a Copa do Mundo de Futebol 

MIB: Quais são as suas principais influências em termos de estilo e técnicas?
DJ Mandas: Na verdade, eu não tenho uma preferência, embora house e hip hop são as misturas que mais me tocam, porque ao misturar elas me passam vibrações indescretíveis. Devo dizer que acredito que um DJ não pode se especializar em apenas um ritmo, pois corre risco de "petrificar-se no tempo", uma vez que as novidades variam num piscar de olho. O que hoje é novidade amanhã é pré-historico. 


MIB: Quais as dificuldades com que se depara? 

DJ Mandas: São imensas! Para começar, sou estudante e pai, isso só de si já é uma dificuldade enorme, não é fácil conciliar as duas coisas. Como é uma profissão dependente do gosto da platéia, o DJ tem que se superar constamente pois a concorrência é forte. Além do mais, nós os DJs africanos residentes em Brasil não despomos dos meios materiais, oportunidades, ou - o mais importante - acesso a mídia, que é o veículo condutor mais rapido e poderoso de que um DJ pode dispôr.

MIB: Qual é a sua opinião sobre a situação actual da música guineense?

DJ Mandas: Apesar do crescimento e da diversividade, não existe um concenso sobre o papel da música. Porque não existe o elo de ligação entre a velha escola com está nova escola. Quando digo velha, refiro-me às músicas tradicionais e folclóricas, as super bandas (Mama Djombo, Cobiana), até o surgimento da nova geração (Rui Sangará, Justino Delgado, Américo Gomes, Manecas, Zé Manel...). Presentemente, assistimos ao surgimento de novas vozes e estilos, mas infelizmente não há um projecto para a música guineense, pois, tudo se faz de uma forma individual. 

MIB: Você se considera um divulgador da cultura guineense? Porquê sim ou não?


DJ Mandas: Com certeza! Só o facto de eu ser guineense, ser um artista guineense na diaspora já me faz um divulgador orgulhoso da cultura guineense! 


MIB: Como descreve a vida de um estudante guineense no Brasil? 


DJ Mandas: Não há vitória sem sacrifícios. Essa formula é um concenso universal, seja na vida estudantil ou na vida profissional. É necessário trabalho, dedicação e amor para atingirmos os nossos objetivos. Estudar no Brasil é apenas mais uma varíavel. 


Domínio total da nova geração de equipamentos
MIB: O Brasil é conhecido por ser um país de gente que adora festas. Como isso influencia a vida e os estudos dos estudantes estrangeiros (e guineenses em particular)?


DJ Mandas: É verdade! Mas posso dizer que o povo africano se assemelha muito ao brasileiro no que diz respeito  às festas. Acredito que não sofremos assim tanta influência nesse aspecto. No que diz respeito aos estudos, creio que cada um tem a sua interpretação. No meu caso particular não afeta muito, sei distinguir as duas realidades.


MIB: Como pretende conciliar a sua carreira de profissional de Direito e de DJ?


DJ Mandas: Oh man! (risos) Vivemos 24 por dia, 12h em escuridão e 12h na claridade. Um processo não anula outro. Ser jurista é condição que a minha necessidade de ser humano me obriga. Ser DJ é expoente máximo que a minha alma necessita. Complementar as duas coisas vai ser possível enquanto assim for possível. Mas não é algo que me preocupa já já, quando tiver que tomar uma decisão ou tiver que optar por uma das carreiras, vou alimentar aquela pela qual meu coração bater mais.   


MIB:Como é composto o público das festas em que toca?

DJ Mandas: Actualmente é variado - o que é excelente - mas não devo esquecer que estou onde estou hoje devido às minhas raízes africanas. Ou seja, o ritmo quente africano me consagrou e graças a ela sou um DJ universal, musicalmente falando. Sei navegar em todos os ritmos. 


MIB: Qual o perfil dos visitantes do seu  blog?
DJ Mandas: Para ser honesto, acredito que a pessoa tem que gostar de música, mas o meu blog é aberto e é para ser compartilhado por todo tipo de pessoas. Dos mais jovens aos menos jovens. (risos) Creio que, de uma forma bem modesta, os blogueiros guineenses contribuem para globalização da cultura e do povo guineense. 



MIB: O que é que considera como a sua maior realização até agora, como pessoa e como DJ?

DJ Mandas: A minha maior realização é a minha filha. Penso que a ela devo o amadurecimento como pessoa e como DJ. Como DJ, acredito que ainda tenho um longo caminho para percorrer. Cada noite é uma vitória que se traduz nos olhares e na alegria dos amantes da night. Isso,por si só, já é uma realização e uma vitória.  


MIB: Qual é o seu maior sonho? O que lhe da energia para vencer as dificuldades que a vida apresenta? 

DJ Mandas: O meu maior sonho e o combustível que me move têm o mesmo nome: Gianne. A maior de todas as alegrias é me dada pelo seu contagiante sorriso, e através dela encontro a energia necessária para remar contra todas as adversidades. Com o amor da minha filha tudo é possível e nada é impossível. 



Contacto para shows: mandaghetto@hotmail.com , http://djmandas.blogspot.com

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