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Fonte: Site do partido político PRS - http://www.prsgw.com/

03.08.2011 - COLECTIVO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA
O COLECTIVO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA



COMUNICADO


Após análise exaustiva dos acontecimentos relativos à crítica situação política que hoje atravessa o nosso país, e depois de profunda reflexão sobre as estratégias a adoptar nas marchas pacíficas de protesto, e noutras formas de luta, o Colectivo da Oposição Democrática, consciente das suas responsabilidades, reuniu ontem a cimeira de líderes, e leva ao conhecimento do nosso povo e da comunidade internacional os seguintes pontos:

1. A nossa luta contra a impunidade do primeiro-ministro, a nossa reivindicação política, moral e ética, para que Carlos Gomes Júnior assuma as suas responsabilidades na desastrosa condução das operações que levaram o esquadrão da morte, sob o comando de Zamora Induta, a assassinar barbaramente os deputados Hélder Proença e Baciro Dabó, não cessarão até que as mesmas sejam esclarecidas.

2. Até por que, também dispomos da cobertura de toda a comunidade internacional, através da Resolução 1949 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 23 de Novembro de 2010, que nos apoia neste sentido;

3. Não julgue o senhor Presidente da República Malam Bacai Sanhá, que com este estratagema de mudança na chefia do órgão que tutela a acção penal, o Colectivo da Oposição Democrática baixará os braços. Antes pelo contrário, o Decreto de destituição do Procurador-geral da República, não só vem dar razão a este Colectivo da Oposição Democrática, como também vem alertar, de que poderá estar em curso, uma nova estratégia de enviar para as calendas gregas a resolução deste espinhoso problema;

4. O Colectivo ainda denuncia, a tentativa por parte dos poderes públicos, de tentar desviar as atenções do nosso povo sobre esta legítima agenda, através de falsas promessas, de desinformações e de calúnias sobre algumas figuras deste Colectivo. Engane-se, quem assim pensa. O Colectivo da Oposição Democrática está unido e coeso, e não se desviará um milímetro dos seus propósitos;

5. O debate que o Colectivo propõe, à volta dos assassinatos, não tem como finalidade a substituição de um eventual julgamento judicial. O Colectivo não dispõe de elementos das peças judiciais deste processo, e nem é sua tarefa. Todavia, e com base nas providências públicas encetadas pelo executivo de Carlos Gomes Júnior à volta deste caso, o Colectivo considera ter matéria, mais do que suficiente para uma indignação política. Esta atitude mafiosa, politica, ética e moralmente inadmissível em democracia, é motivo mais do que bastante para a demissão de um chefe de governo;

6. Independentemente da legítima pertença deste crime público ao foro judicial, a tentativa desesperada dos culpados morais e, eventualmente materiais destes crimes, de se furtarem, para ficarem incólumes das suas responsabilidades, não pode iludir o nosso povo da gravidade destes actos, para que permaneçam a todo o custo, na condução das mais altas instituições deste país, como se nada tivesse passado;

7. Quando se aponta ao primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, as suas responsabilidades omissas nestes crimes, ele, sistematicamente, responde, tentando enganar as pessoas com a estabilidade que só ele conhece. Para o Colectivo da Oposição Democrática, esta postura do primeiro-ministro, mais não é, do que pretextos, para o enterro definitivo deste assunto;

Para o Colectivo da Oposição Democrática, a partir de ontem, este gravoso assunto das mortes de Baciro Dabó e de Hélder Proença ficou mais claro, por isso, uma pergunta se impõe neste momento:

Será que em nome da dita estabilidade de Carlos Gomes Júnior, o senhor Presidente da República Malam Bacai Sanhá, lavará as mãos das suas responsabilidades constitucionais com o sangue dos seus próprios camaradas de trincheira, Hélder Proença e Baciro Dabó?

Senhor Presidente da República Malam Bacai Sanhá, não se acomode na indignidade e na desonra em que este processo o poderá conduzir. Este Colectivo da Oposição Democrática faz-lhe um vibrante apelo, para que sem temor e sem omissões, continue a ocupar o seu lugar nas páginas heróicas da História do nosso povo e da Guiné-Bissau.

Caros compatriotas, vamos todos marchar, ordeira e pacificamente, na próxima sexta-feira, para exigir a demissão do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, a fim de se apresentar à justiça.


Bissau, 03 de Agosto de 2011

A Coordenação
Ibraima Sori Djaló
Relações diplomáticas bilaterais
2011-07-28 11:49:16
 


Bissau - O Presidente da República, Malam Bacai Sanha, nomeou Paulo Silva para exercer funções de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário, da República da Guiné-Bissau, em Espanha.
A escolha de Paulo Silva foi tornada pública no decreto presidencial datado de 27 de Julho. Esta medida acontece numa altura em que o Secretário de Estado das Comunidades guineense, Fernando Augusto Dias, se encontra, desde 25 de Julho, numa visita de sete dias a Espanha com o objectivo conhecer a situação das relações diplomáticas bilaterais.

A comunidade guineense tem sido confrontada, há já algum tempo, com dificuldades de várias ordens, entre as quais a falta de representação diplomática em Espanha e a escassez de documentação dos emigrantes da Guiné-Bissau naquele país.

Durante a visita, Fernando Augusto Dias deverá manter contacto com as autoridades espanholas e com a comunidade guineense ali estabelecida. O Secretário de estado das Comunidades da Guiné-Bissau deverá deslocar-se também à Bélgica, com o mesmo objectivo.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network


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Cesar Inácio Vieira (Tio Cesar) Entrevista

Cesar Inacio Vieira, poeta e deficiente visual, nasceu em Empada, Região de Quinará, sector de Buba na Republica da Guiné-Bissau ao 11 de Novembro de 1964.

Ussumane Grifom Camará – Quando começou a escrever?

Cesar Inacio Vieira- Quando me perguntou à quando comecei a escrever para responder digo que comecei a escrever em Novembro de 1995 quando estudava em Brasil, no Belo Horizonte através so método Hebraile no Instituto São Rafael (escola destinado para os cegos), no fim de cada ano lectivo faziam o concurso de redacção onde é apresentados poemas e eu nem se quer queria participar porque sabia que esta lá gentes mais preparados que eu, logo que fizemos a redacção na turma que a Professora nos pediu, apresentei o meu trabalho a Professora leu a minha redacção e me falou “- concorre com este” o tema que apresentava era “a liberdade”, como a Professora insistiu dizendo para eu participar, então levei. Por espanto ouvi que fiquei no primeiro lugar, quem ficava na segunda posição era uma menina que também escrevia tema sobre “a liberdade”. Só que contrariava-nos uns aos outros e nem nos conhecíamos. Eu quando falava da liberdade dizia assim: “-A liberdade, te procurei, te procurei no mar, te procurei no céu, te procurei não sei onde e não te encontrou” e ela, menina, na sua versão dizia que “-A liberdade está dentro de si, dentro mim e dentro de nós.” Foi engraçado… (riso) nem nos víamos. Eu digo que não via a liberdade tendo em conta é o tema mais contraditório na filosofia é, a coisa que todo o mundo fala dele “ a liberdade, a liberdade, a liberdade…. Todo o mundo fala dele, por isso eu dizia que o procurava e não a encontrei.

Ussumane Grifom Camará- Como lidou com essa experiencia, a de ser o primeiro lugar naquele concurso em Brasil?

Cesar Inacio Vieira- Me motivou… me motivou bastante, fiquei muito satisfeito, porque naquela altura foi algo que não esperava, nem se quer escrevia dantes para ser dado como vencedor entre gentes que escreviam e conheciam a língua e, eu também naquele meio como estrangeiro me ajudava bastante durante os tempos que fazia na escola, portanto foi uma coisa muito interessante.

Ussumane Grifom Camará- Além de escrever o que é que o senhor faz?

Cesar Inacio Vieira- Eu, o meu trabalho todo é na igreja, eu sou catequista, salvo nesse momento que estou tentando criar uma associação, mas o meu trabalho é só na igreja e dou catequese.

Ussumane Grifom Camará- O quê que a poesia significa para você, César?

Cesar Inacio Vieira- Me falta palavras para falar do significado da poesia para mim, inspiro muitas das minhas poesias quanto estou sozinho e algumas chegava de as inspirar quando estava doente, quer dizer que é um respiro. Me parece sempre que faço uma poesia que estou a libertar do lugar preso onde me encontrava sem respirar nem dar fôlego e depois de poema um poema me sinto que liberto desse lugar, volto a ganhar força, a respirar de novo, ganho oxigénio, mas como dizia no inicio não encontro palavras para dizer o que a poesia significa para mim. No momento da solidão a poesia é uma companheira, é uma amiga, enfim… me alivia, sinceramente.

Ussumane Grifom Camará- Nos seus versos consegues trazer tudo que a poesia significa para você?

Cesar Inacio Vieira- Grande parte trago, tudo não, quer dizer, eu sou religioso quando não falo da força do Deus, palavras divina, quando pus tudo isso de lado, digo que a força que eu encontro para me tranquilizar, para me tirar donde estou é a poesia mesma.

Ussumane Grifom Camara- Cesar, já tem algum trabalho publicado?

Cesar Inacio Vieira- Publicado ainda não! Salvo não sei… tenho um amigo meu que foi para Brasil estudar, levou um caderno meu, a ultima informação que tive dele é que encontrou alguém que vai nos fazer o livro, me dizia que até no fim de Fevereiro o livro estaria fechado, mas até agora não tenho nenhuma informação, portanto não tenho trabalho publicado.

Ussumane Grifom Camará- Está me referindo a colectânea “Não me canso de esperar” que tomei o conhecimento através do site “didinho”?

Cesar Inacio Vieira- Pois é, deve ser que lançou uma coisa dessa no site mas, até agora não me disse nada directamente e já tenho informação de tem algo desse género na internet e lembro que tenho um trabalho com esse título “Não me canso de esperar”.

Ussumane Grifom Camará- Que impacto sente dos seus trabalhos aqui e em outros lugares onde tinham passados?

Cesar Inacio Vieira- Bom, algumas vezes fui entrevistado nas rádios, recordo que estava no programa de Gabriel Ié, na rádio Quelele, concorri no concurso Zé Carlos no ano passado e fiquei no terceiro lugar. Sinto que sempre que apresento o meu pobre poema, tem impacto, tem elogios, me encorajavam muito e sinto que mexeu muito com gentes, portanto sinto que impactos são grandes.

Ussumane Grifom Camará- O senhor já tem lidado com alguns escritores nacionais assim como estrangeiros?

Cesar Inacio Vieira- Sim, lidar directamente não, mas com os seus poemas sim. Gosto de lidar com programas, como sabes sou deficiente visual não li, as vezes rogo ler, mas acompanho pelas rádios, ouvi muitas poesias, são muito bonitos até e me ajuda na inspiração.

Ussumane Grifom Camará- Tem alguns escritores que admira mais, nacionais e estrangeiros?

Cesar Inacio Vieira- De facto, apesar de sou daqueles que não gosta de dizer que admira, mas de facto existe muitos que respeito como: Odete Semedo, me marcou muito, até um dia encontramos num encontro e falamos muito, falei muito dos seus poemas, sobretudo um poema que ela intitula “ Em que língua vou escrever “, sempre que ouvi esse poema parece que ela esta me referindo, sabe porquê? Porque eu tenho inspirações ma não tenho tanta técnica de escrever e tanto conhecimento linguístico por isso quando ouvi esse poema parece que está me referir (risos) … portanto é um poema que me tocou bastante. Hélder Proença, foi poeta que tanto gosto, inclusive que tenho gravado um poema dele “O baque de pranto”, é um poema que mexe muito comigo, Francisco conduto de Pina também tem poemas que me tocou como “ Vou ficar por aqui”, Vasco Cabral, aprecio também poemas de Agnelo Regala “Camarada Amílcar/ no chão vermelho do teu sangue, camarada” portanto foi assim muitos mexem comigo.



Ussumane Grifom Camará- E poetas internacionais?

Cesar Inacio Vieira- Internacionais oiço poucos mas, o grande e conhecido poeta Luís de Camões tem poemas bonitos e existe também muitos que já não estou a recordar os nomes, também existe o escritor que faleceu ultimamente não tenho seus poemas mas, acompanho livros que publicou, apesar de nos cortaríamos muito porque ele não é religiosos José Saramago (riso), até porque antes de sua morte publicou uma critica á Bíblia.

Ussumane Grifom Camará- Só uma pergunta de curiosidade, como deficiente visual como consegues deixar seus rabiscos de poemas na folha?

Cesar Inacio Vieira- Ok, como dizia o primeiro texto que escrevi foi através do método Hibraile (método destinado aos cegos) depois disso sempre que senti a inspiração chamo alguém para escrever por mim, o meu afiliado de nome Avelino Perreira (Tchico) sempre escreveu por mim, também já escreveu por mim o António Jesus (Dedé), Diodata, Caetano e muitos outros, fui o Avelino quem actualmente escreve mais por mim e tem todos os meus cadernos, agora não estou a escrever em letras Hibraile porque tive uma enfermidade que me perdeu o sentido do tacto, mas não só, devo deixa-los também na letra comum para facilitar a leitura e se alguém amanhã quer me ajudar a fazer um livro.

Ussumane Grifom Camará- Voltando para traz, nos seus poemas que li no site “didinho” falou muito de amor, podes comentar este facto?

Cesar Inacio Vieira- O que mais escrevo é amor, não escrevo facilmente a política, o que mais escrevo é amor.

Ussumane Grifom Camará- O que lhe inspirou tanto no amor?

Cesar Inacio Vieira- Lembro no inicio da entrevista eu dizia que a poesia é uma companheira, é uma amiga, me tira da solidão porque estou sozinho. É dos que mais me marcou, também gosto de lidar no meio da juventude, adolescentes e crianças os aconselho muito sobre o amor, a maneira de lidar de uns com os outros, recebi muitas queixas deles, inclusive me chamam muito para intervir entre famílias, estás a ver? Não obstante que, não casei mas resolvi muito problemas entre os casados, motivei já varias pessoas a se casarem, sempre a minha conversa com eles é sobre o amor e tudo isso me marcou e me inspira sempre, como disse não por não casei mas porque vivo sozinho, sendo o deficiente visual não aventurei na via de formar matrimónio embora, muitos deficiente formam matrimónios mas eu não aventurei e quando estou só poema torna o meu companheiro, sinto aliviado.

Ussumane Grifom Camara- O que tem para os novos escritores?

Cesar Inacio Vieira- Os que escolheram esse caminho que o peguem como um trabalho, uma vocação, de facto é um trabalho muito nobre e bonito, apesar de ainda não ser valorizado, porque a poesia ajuda e educa a sociedade e mais tarde vai merecer o lugar que mereceu na nossa sociedade.

Ussumane Grifom Camara-Talvez tem algo que eu não perguntei que gostasse de frisar?

Cesar Inacio Vieira- Não , penso que tudo foi dito. O que quero dizer é seguinte, Quando falam da poesia não o deve fazer com assim, leve. Não é nada de leve, é uma coisa que devemos falar dele profundamente, não de ânimo leve porque é de louvar. Aproveito essa entrevista para lançar um apelo para quem quer me ajudar no sentido de publicar os meus pobres poemas (risos), digo pobres, mas de qualquer forma é a inspiração, a técnica me falta mas existe a inspiração e que ajudem também os outros novos valores porque vai ajudar a juventude, que eles começam a ler. Portanto é bom ajudar (risos).

Ussumane Grifom Camará- Obrigado Cesar!

Cesar Inacio Vieira- Obrigado é meu! Meus agradecimentos.

Ussumane Grifom Camará- Obrigado!
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Para divulgar vagas de emprego e outras oportunidades, contacte-nos através do email anuncio@madeinbissau.com. Divulgue!



Open publication - Free publishing - More bissau
Abdulai Sila, escritor da Guiné-Bissau, apresentou em Coimbra, cidade portuguesa, a peça teatral “As Orações de Mansata”. Com o lançamento deste trabalho, Sila torna-se o primeiro autor guineense a escrever uma peça de teatro.

Publicada pela editora “Cena Lusófona”, a obra foi apresentada esta segunda-feira, 25 de Julho, em Coimbra.

Com a “As Orações de Mansata”, Abdulai Sila tornou-se o primeiro autor guineense a escrever uma peça de teatro. A peça assume-se como uma versão africana de “Macbeth”, de Shakespeare e, segundo o autor, terá continuação numa segunda obra, “mais alegre, com menos violência, mais cómica, mas crítica, na mesma”.

Sila prepara-se também para ser pioneiro da ópera no seu país, numa parceria com o músico José Manuel Fortes, recentemente regressado ao país natal, depois de ter vivido alguns anos nos Estados Unidos.

Abdulai Sila afirmou que não gosta de escrever por encomenda, pois para ele escrever é um prazer, mas quando surgiu a oportunidade de escrever um texto dramático que estivesse relacionado com Macbeth, aceitou esse desafio pois tinha a noção que vivia num autêntico palco.
É uma obra que retrata todos os mecanismos de corrupção, luta pelo poder e violência extrema que ficaram marcados no regime político da Guiné-Bissau, ou seja trata-se de uma luta entre muitas pessoas que querem subir ao poder e que são capazes de tudo, inclusive a “matança geral”.

Abdulai Sila fez ainda um apelo a todos os guineenses para que encarem todos os desafios que têm pela frente sempre com muita confiança e esperança.
Acrescentou ainda que a função do escritor não é só criticar, mas sim dizer a verdade, como também a obrigação de solidarizar, por isso há que ter esperança que as coisas vão mudar e tentar passar sempre uma mensagem de fé.

Clique aqui para visitar a página no facebook do escritor guineense Abdulai Sila. 

Diogo Salomão convocado pela selecção guineense

27.07.2011 - 16:17 PÚBLICO, Lusa

Reuters
Salomão foi emprestado pelo Sporting ao Deportivo
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O seleccionador da Guiné-Bissau, Luís Norton de Matos, convocou o médio Diogo Salomão, que se encontra emprestado pelo Sporting ao Deportivo da Corunha, para o particular frente à Guiné Equatorial, no dia 10 de Agosto.
Esta é a primeira chamada de Salomão à selecção da Guiné-Bissau e enquadra-se na política da federação daquele país de convocar jogadores que sejam descendentes de guineenses.

“Diogo Salomão é filho de pai guineense e mãe portuguesa. Portanto, de acordo com o seleccionador nacional, ele manifestou a sua inteira disponibilidade de passar a representar a Guiné-Bissau. É um jogador talentoso e, logo, uma mais-valia para a selecção nacional”, afirmou Simão Rocha, secretário-geral da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), em declarações recolhidas pela agência Lusa.

Uma vez que Salomão ainda não disputou qualquer jogo por Portugal a nível sénior (apenas representou a selecção sub-21), o jogador, de 22 anos, está apto para jogar pela selecção nacional guineense.

O encontro particular entre Guiné-Bissau e Guiné Equatorial realiza-se em Lisboa, muito provavelmente no Estádio do Restelo, e enquadra-se nos preparativos para as eliminatórias para a Taça das Nações Africanas (CAN 2012).

Diogo Salomão declina convite da Guiné-Bissau
AMBICIONA CHEGAR À SELEÇÃO PORTUGUESA
19:20
quarta-feira, 27 julho de 2011
PAULO CÉSAR
Diogo Salomão, futebolista do Sporting emprestado ao Deportivo Corunha (Espanha), negou esta quarta-feira , em declarações à Lusa, ter aceitado o convite para representar a seleção da Guiné-Bissau, cuja federação anunciou a sua convocatória.
"Já tive conhecimento dessa notícia, mas é falsa", afirmou o jogador, que tem representado Portugal nos sub-23 e que foi chamado por Luís Norton de Matos, selecionador da Guiné-Bissau.
Diogo Salomão, que confirmou ter sido contactado por um responsável do combinado daquele país africano, nega ter dado qualquer resposta positiva: "Não aceitei nenhum convite da parte deles".
"Com todo o respeito pela seleção da Guiné-Bissau, tenho expetativas em relação à seleção A de Portugal e pretendo manter-me nos planos dos sub-23, onde tenho jogado", disse o jogador que pertence aos quadros do Sporting e que na próxima época atuará no campeonato espanhol.
O secretário-geral da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Simão Lucas da Rocha, chegou a confirmar à agência Lusa que o selecionador daquele país, o português Luís Norton de Matos, falou com Diogo Salomão em Lisboa e que este lhe teria garantido a sua disponibilidade.
Já no passado, as autoridades desportivas guineenses tentaram, sem sucesso, convencer Yannick Djaló a jogar pela Guiné-Bissau.
A Guiné-Bissau defronta, em jogo particular, a Guiné-Equatorial no dia 10 de agosto em Lisboa, podendo o desafio acontecer no estádio do Restelo. O jogo enquadra-se nos preparativos do país para os dois desafios que restam fazer no âmbito da qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012.

Sediada na região oeste de Lisboa, esta estrutura não tem apoios financeiros, contando apenas com a generosidade das pessoas

Lisboa, 27 jul 2011 (Ecclesia) – Jacinto Filipe é um dos muitos voluntários que a Fundação João XXIII, situada na zona rural da diocese de Lisboa, tem enviado ao longo dos últimos 20 anos para a Guiné-Bissau, integrados em projetos missionários.



Em entrevista ao Programa da Igreja Católica desta segunda-feira, na Antena 1, o atual tesoureiro daquela instituição de solidariedade social recorda um caminho que “começou quase por brincadeira”, no meio de um grupo de amigos, mas que iria marcar a sua vida para sempre.
“Costumávamos fazer férias em conjunto, íamos de carrinha até à Europa, conhecer alguns países, e lembrámo-nos de ir até África, mas fazer algum trabalho voluntário, não ir só lá como turistas”, conta o leigo missionário.
Nessa altura, em 1990, a vontade de ajudar levou-os até à paróquia de Nossa Senhora da Candelária, na diocese de Bissau, onde trabalharam durante 15 dias na reconstrução do bairro de São Vicente Paulo, em Santa Luzia.
Um ano depois da Fundação João XXIII ter sido formalmente constituída, em 1992, surgiu outro projeto, desta vez para a paróquia de Bandim, na mesma região guineense, com o intuito de apoiar a criação de uma cooperativa escolar.
A pouco e pouco, a ligação entre as duas partes foi crescendo, e hoje em dia já é possível encontrar naquele território lusófono uma cooperativa agrícola, um centro social, uma rádio, um centro maternoinfantil e uma escola comunitária.



“Eles são autónomos, às vezes contactam-nos, dizem-nos o que é que precisam, se podemos colaborar ou não, e nós pagamos um telhado, arranjamos um carro ou fornecemos o cimento”, explica Jacinto Filipe.
Tratando-se de um organismo sem rendimentos próprios, a Fundação depende essencialmente da generosidade das pessoas da região Oeste.
Mas apesar da disponibilidade financeira não ser muita, não há lugar a frustrações, pois o que importa é “fazer alguma coisa” pelos outros e “aprender” com as experiências que se vão vivendo.
Ao longo das últimas duas décadas, foram muitas as histórias que ficaram na memória daquele voluntário, especialmente uma em que ajudou a salvar a vida a uma jovem guineense, a braços com uma gravidez de risco e sem dinheiro para fazer face às despesas.
“Ela não sabe onde é que o filho morreu mas nós salvámo-la. Isto muda completamente a nossa vida, a gente não salva o mundo mas salvar uma vida não tem preço”, conclui.

PRE/JCP
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Mariama Sanhã, primeira dama da República da Guiné-Bissau e Presidente da Fundação Ninho da Criança que actua em todo o território guineense em prol das crianças, chefiou uma delegação guineense efectuando uma visita ao norte de Portugal em conjunto com a presidente da ADLML – Associação de Desenvolvimento Local do Minho Lima, Drª Gabriela Passos e o Srº Consul Honorário Prof. Joaquim de Sousa, contactou com diversas instituições, autarquias e empresas com o objectivo de reforçar os laços de solidariedade e cooperação com a Guiné-Bissau, tendo visitado a Universidade do Minho e o Hospital de São João.
A Primeira-Dama da Guiné-Bissau tem-se distinguido por uma acção humanitária e de incentivo ao desenvolvimento. Em Janeiro de 2010, criou a Fundação Ninho da Criança. O objectivo da fundação é prestar apoio às crianças, jovens, doentes e mulheres desfavorecidas de um país cuja população vive com menos de dois dólares por dia, e onde a realidade, de extrema pobreza, é agravada por epidemias de doenças como a tuberculose, a malária ou a SIDA.
Na recepção à comitiva da Fundação “Ninho da Criança”, da Guiné-Bissau, as crianças da Escolinha cantaram o hino do estabelecimento, onde proferem a seguinte frase: “Tudo o que aqui fiz fez de mim mais feliz”. Mas, perante o gesto de solidariedade, de enviar três contentores com roupa, alimentos, material escolar e brinquedos, os meninos órfãos do “Ninho da Criança” poderão acrescentar ao hino a frase: “tudo o que fizeram fez de mim mais feliz”.
Após a recepção de boas-vindas, a primeira-dama, Mariama Sanhá, através do seu adjunto Queba Djaita, agradeceu em nome dos 48 meninos órfãos do seu projecto “Ninho da Criança”, afirmando que «esta Escolinha vai nos nossos corações», afirmou.
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A direcção da Escolinha, através de Paula Ruivo, explicou que esta acção solidária para com os meninos da Guiné vem no seguimento do projecto educativo e pedagógico que tem outros exemplos ao nível da solidariedade para com aqueles que mais precisam, nomeadamente em África. «A nossa Escola dá às crianças o que não se encontra à venda. Dá-lhes a atenção que as faz desabrochar, o afecto que as humaniza e o sentido de responsabilidade pelos outros que as faz crescer por dentro. Por isso, acolheram de braços abertos e corações ale-gres a campanha da vossa Fundação», explicou Paula Ruivo.
Em Março seguiu para a Guiné-Bissau um contentor com roupa, calçado, brinquedos, livros, material escolar e outros objectos do mundo das crianças, e brevemente embarcam mais dois contentores com outro material do género.
A opção por ajudar a Fundação “Ninho da Criança”, criada pela primeira-dama da Guiné-Bissau, surgiu por intermédio da mãe de uma aluna da Escolinha, que conhecia o projecto da ex-colónia portuguesa. Habituada a colaborar com outras instituições, a Escolinha respondeu afirmativamente ao pedido e começou a trabalhar, juntando crianças e pais, na angariação e no arranjo das peças. Além deste material, foi oferecida uma incubadora para recém-nascidos, que contou com a colaboração dos Associação dos Bombeiros Famalicenses, representada nesta cerimónia pelo presidente, António Meireles.
O material servirá para suprimir parte das necessidades do “Ninho da Criança”. Uma instituição que além de ajudar crianças órfãs, apoia mulheres que se encontram em situação de extrema pobreza, no sentido de as apoiar numa economia de subsistência em pequenos negócios para poderem dar educação aos seus filhos; ajuda hospitais e maternidades, com a entrega de ambulâncias e incubadoras. A taxa de mortalidade entre as grávidas é elevada e, como explicou Queba Djaita, deve-se em parte à distância que as mulheres são obrigadas a percorrer até às maternidades, e em transporte desadequado. «Torna-se complicado fazê-las chegar a tempo sendo levadas em carroça de burro ou de bicicleta», elucida Queba Djaita. Mas, outra das funções da Fundação “Ninho da Criança” diz respeito ao transporte de crianças doentes e seus acompanhantes para hospitais no exterior. Até ao momento, evacuou 45 crianças para Portugal e Senegal (república africana).
Além da Escolinha, a primeira-dama da Guiné-Bissau passou pela ATC- Teatro Construção de Joane e por outras instituições bracarenses na procura de parcerias financeiras ou de material para as causas que abraça.

ATC celebra protocolo de colaboração
A Primeira-Dama da Guiné-Bissau esteve, também, na Associação Teatro de Construção (ATC) para firmar um protocolo de colaboração que tem como objectivo a partilha da experiências e o apoio financeiro para a criação de infraestruturas de apoio às crianças guineenses.
Aproveitando a sua deslocação ao distrito de Braga, onde contactou com diversas entidades e instituições em busca de apoio financeiro e logístico para as suas actividades, Mariama Sanhá ficou a conhecer a capacidade de resposta das valências de infância da ATC e presidiu à assinatura do protocolo, antecedida por uma dramatização, que teve como protagonistas as próprias crianças. Uma visita que foi rodeada de fortes medidas de segurança.
Ao abrigo do documento, a ATC compromete-se a acolher, nas suas instalações, algumas crianças da Guiné-Bissau e a desenvolver esforços para ajudar na construção de infraestruturas. Custódio Oliveira, presidente da ATC,  lembrou que o apoio social na instituição «iniciou-se numa garagem» e sublinhou a importância do contacto com a realidade de outros países no desenvolvimento das suas valências.

Luta contra a impunidade e a criminalidade organizada como condições
2011-07-19 16:48:53
 


Bruxelas – O Conselho da União da Europeia (UE) considerou esta segunda-feira, 18 de Julho, que a «sublevação militar de 1 de Abril de 2010 e a posterior nomeação dos seus principais instigadores para altos cargos da hierarquia militar constituía uma violação grave e evidente dos elementos essenciais enunciados no Acordo de Cotonu», afirma em comunicado.
Assim, lembra o comunicado, em conformidade com o artigo 96.º do mesmo Acordo, a UE suspendeu temporariamente e em parte a sua cooperação para o desenvolvimento com a Guiné-Bissau e encetou consultas políticas que decorreram em 29 de Março de 2011, em Bruxelas.

Na reunião, as autoridades da Guiné-Bissau apresentaram uma série de medidas que se comprometeram a aplicar no sentido de garantir gradualmente o primado do poder civil, melhorar a governação democrática, assegurar o respeito pela ordem constitucional e o Estado de direito e lutar contra a impunidade e a criminalidade organizada.

«Acho encorajadores os compromissos assumidos pelas autoridades da Guiné¬ Bissau e espero que haja reformas bem-sucedidas. Estamos cientes dos importantes esforços que se avizinham e contamos com a determinação política dos nossos parceiros para vencer os desafios que têm pela frente, em especial quanto à reforma das forças armadas e à renovação da hierarquia militar. A UE não hesitará em tomar as medidas necessárias contra aqueles que coloquem entraves às reformas, tenham actividades ilícitas ou ameacem a paz e a estabilidade no país», afirmou Catherine Ashton, Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.

A Alta Representante asseverou ainda que a UE apoiaria as autoridades civis democraticamente legitimadas nos seus esforços para fazer avançar o processo de reforma, nomeadamente no sector da segurança.

«Desde o início das consultas, a UE tem prosseguido todas as suas actividades de apoio directo à população e assim continuará a fazer de futuro. A decisão hoje tomada abre a via para que gradualmente relancemos outras operações, em função dos progressos concretos efectuados pelos nossos parceiros da Guiné-Bissau no cumprimento dos seus compromissos. A primeira série de acções já está bem encarreirada. Deveremos assim poder reatar nos próximos meses a nossa cooperação no sector energético e rodoviário. Numa fase ulterior, será disponibilizada assistência de maior vulto, incluindo apoio ao orçamento, uma vez empreendidas reformas estruturais no sector da segurança e medidas credíveis para combater a impunidade e a criminalidade organizada», declarou Andris Piebalgs, Comissário da UE para o Desenvolvimento.

Enquanto não se avançar na agenda de reforma do país e na luta contra a impunidade e a criminalidade organizada, a Comissão suspenderá temporariamente e em parte a sua cooperação para o desenvolvimento, por exemplo, nos domínios do apoio ao orçamento ou da reforma do sector da segurança. Serão contudo prosseguidas as medidas humanitárias e a assistência em benefício directo da população. No âmbito do Fundo Europeu de Desenvolvimento, foi atribuído à Guiné-Bissau um montante de cerca de 110 milhões de euros, para o período de 2007 a 2013. As verbas em causa destinavam¬ se nomeadamente a apoiar o país na consolidação do Estado de direito e da democracia (reforma da administração, do sistema judicial, das forças de segurança, etc.), bem como a facilitar o acesso da população a serviços básicos como água e energia, avança o mesmo comunicado.
(c) PNN Portuguese News Network

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
12:00 Terça feira, 26 de Jul de 2011

Bissau, 26 jul (Lusa) -- O Presidente guineense deve receber hoje os partidos com assento parlamentar e representantes da sociedade civil para discutir o pedido de demissão do primeiro-ministro que tem sido feito nos últimos dias pela oposição, disse à Lusa fonte da presidência.
Segundo a mesma fonte, Malam Bacai Sanhá, que regressou ao país no domingo, quer saber o que se passa e quais as motivações dos partidos e também qual a opinião da sociedade perante a insistência da oposição na demissão do primeiro-ministro.
A oposição, reagrupada no chamado coletivo de oposição democrática, que junta 17 partidos, na sua maioria sem representação parlamentar, tem exigido, através de manifestações nas ruas de Bissau, a demissão do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.


Ler mais: http://aeiou.visao.pt/guine-bissau-pr-recebe-partidos-com-assento-parlamentar-para-analisar-pedido-de-demissao-do-primeiro-ministro=f614780#ixzz1TOecLFls
Processos judiciais
2011-07-26 11:30:14
 


Bissau – O conflito de competências é o ponto de discórdia em que assenta o processo sobre o caso «4 e 5 de Junho de 2009», marcado pelas mortes de Baciro Dabo e Hélder Proença, acusados da tentativa de Golpe de Estado.
O processo que declarou Baciro Dabo e Hélder Proença de tentativa de Golpe de estado está já arquivado e consiste num dos motivos de desentendimento entre a oposição e o Primeiro-ministro guineense.

No dia 21 de Julho, a Procuradoria-geral da Republica remeteu ao Tribunal Militar Superior o caso «4 e 5 de Junho de 2009», invocando um dos artigos do Código da Justiça Militar. No dia seguinte, o Tribunal decidiu destinar novamente o processo ao Ministério Publico, afirmando não ter competências para julgar o caso.

O Coordenador dos Serviços do Ministério Público para o Sector Autónomo de Bissau e Região de Biombo, Cipriano Naguelim, desdramatizou a situação afirmando que o único órgão competente para definir a quem cabe julgar o caso é o Supremo Tribunal da Justiça. Assim, o Ministério Público prontificou-se a solicitar uma intervenção, uma vez que não existe nenhum tipo de conflito entre as duas instituições.

Em entrevista à rádio privada Pindjiguiti, o Presidente do Tribunal Superior Militar, Eduardo Costa Sanha, afirmou que esta instituição militar entende não poder intervir nesta matéria, dois anos depois do crime. Foi por este motivo que enviou o processo de volta ao Ministério Publico.

Quanto aos casos dos homicídios de Nino Vieira, ex-presidente da Republica, e Tagme Na Way, antigo Chefe de Estado-maior General das Forcas Armadas, Costa Sanha revelou que «o Tribunal Militar Superior não recebeu nenhum processo sobre este caso».

Cipriano Naguelim diz nunca ter sido referido que o caso foi remetido ao Tribunal Superior Militar pois a conclusão destes processos está dependente dos resultados da peritagem efectuada pelas equipas brasileira e norte-americana, nomeadamente nas instalações militares onde Tagme Na Way foi morto por uma bomba.

Lassana Cassama
(c) PNN Portuguese News Network
Missão militar
2011-07-25 11:53:56
 


Bissau – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas de Angola, Geraldo Sachipengo Nunda, iniciou, esta segunda-feira, 25 de Julho, uma visita oficial de uma semana à Guine-Bissau.
Durante este período, Geraldo Sachipengo Nunda vai manter contactos de trabalhos com o Governo e com as estruturas militares da Guine-Bissau, no âmbito da reforma nos sectores de Defesa e Segurança, em curso no país.

Em declarações à imprensa, momentos após a sua chegada ao país, Geraldo Sachipengo Nunda disse que a sua viagem tem como objectivo constatar a implementação de projectos de reforma na Guine-Bissau.

«Nós viemos aqui para trabalhar para que os projectos sejam implementados e detectar ao que está em falta, para que as Forças Armadas tenham as infra-estruturas adequadas, o que é fundamental para a estabilidade do país», declarou Geraldo Sachipengo Nunda.

Interrogado sobre a sua permanência de sete dias no país, o responsável máximo das Forças Armadas angolanas adiantou que este tempo servirá para fazer o balanço do que foi feito até esta data, desde a chegada da Missão Angola na Guine-Bissau (MISSANG/ GB).

«Vou informar-me sobre o que foi feito por esta missão aqui na Guine-Bissau, para termos ideia da nossa ajuda ao país», disse. Esta deslocação inclui uma viagem a Cabo-Verde esta quarta-feira, dia 27 de Julho e depois o regresso à Guine-Bissau no dia 29, para conclusão da visita no dia 30 de Julho.

Sobre um eventual aumento do número de efectivos da MISSANG na Guine-Bissau, o General das Forças Armadas esclareceu que, para já, não é necessário avançar com esta medida entre os dois estados no âmbito dos acordos assinados entre os ministros da Defesa da Guine-Bissau e de Angola.

Desde Março que a República de Angola iniciou uma missão militar na Guine-Bissau, composta por cerca de 150 efectivos, entre os quais se destacam militares e polícias.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network
22 Julho 2011
Padre Celso Corbioli, em uma missão em vários países africanos que dura a mais de 30 anos, conta-nos alguns episódios em que os protagonistas passam do desejo de vingança ao perdão, até mesmo à amizade. O truque? O compromisso de viver a “Palavra de Vida”, mês após mês.
Eu era pároco da Missão de Farim, na Guiné-Bissau, uma pequena cidade ao norte da capital, na fronteira com o Senegal. Ia até uma aldeia para os encontros de catequese em preparação para o batismo. O que se ensinava era importante, mas pessoalmente eu tinha a impressão de que muitas vezes permanecia a teoria. Durante os anos vividos em Fonjumetaw, em Camarões, eu experimentei o quanto a Palavra da Vida ajudou no trabalho de evangelização. E assim eu comecei a tomar a Palavra de Vida do mês, e depois de uma explicação simples, convidei a todos para colocá-la em prática, para depois partilharem os frutos, na semana seguinte.
Para facilitar as coisas, eu dava a todos um folheto no qual estava escrita a frase do Evangelho e dizia para colocá-lo perto da cama e para dar uma lida pela manhã, quando eles se levantassem, e à noite, quando fossem dormir. Se eles não soubessem ler, eu sugeri que pedissem ajuda a seus filhos. Nas semanas seguintes, aumentava sempre mais o número daqueles que tinham “algo a dizer”.
Numa tarde, na aldeia de Sandjal, a cerca de 20 km de distância de Farim, no momento de partilhar as experiências, um homem disse o que lhe tinha acontecido na semana anterior. A Palavra de Vida era “Amai os vossos inimigos” (Mt 5,44).
«Certa noite as vacas do vizinho entraram na minha plantação de feijão e destruíram tudo. Não era a primeira vez que isso acontecia. Por essa razão, fazia meses que nós não nos falávamos. Mas dessa vez estávamos determinados a fazer com que o vizinho pagasse o prejuízo. Era o momento certo para que ele entendesse quanto mal estava nos causando. Eu, minha esposa e meus filhos, cada um tomou um bom pedaço de madeira e nos encaminhamos para a casa dele. Mas, tendo dado os primeiros passos, lembrei-me da Palavra e disse: “Parem! Nós não podemos ir lá dessa forma”. Na semana passada recebi um folheto que diz para perdoar os nossos inimigos, e, daqui a poucos dias, eu tenho que ir ao catecismo. O que vou contar se agora estamos indo para punir o nosso vizinho com as próprias mãos?”. “Mas as vacas vão continuar soltas”. Voltemos para casa e sentemo-nos. Não nos parecia certo deixar passar aquela situação como se nada fosse. Então, decidimos ir ter com ele, não com uma atitude ameaçadora, mas para conversar. Explicamos ao nosso vizinho o que tinha acontecido e pedimos para que ele prestasse mais atenção às suas vacas. O nosso vizinho ficou sem palavras. Ele se jogou aos meus pés e pediu perdão várias vezes. Desde então, passamos a nos cumprimentar, e posso dizer que nos tornamos amigos. Fazia meses desde a última vez que tínhamos nos falado! A minha casa foi preenchida com uma nova alegria».
E em outra aldeia, Sarioba, a 5 km de Farim, a mesma cena, um aluno se levantou e disse:
«Toda segunda-feira vamos a pé para a escola que fica em Farim. Existe um comerciante que vive em um vilarejo não muito longe, que também vai para Farim, com seu caminhão. Geralmente não traz nada com ele. Várias vezes pedimos-lhe uma carona, mas ele sempre recusou. Segunda-feira passada aconteceu a mesma coisa. Só que dessa vez, depois de ter passado e chegado a uma distância de mais ou menos 1 km, ele parou. O caminhão estava com problemas e não podia continuar. Quando chegamos lá, perguntou-nos se nós podíamos dar um empurrão para que ele pudesse dar partida no caminhão. Meus amigos me disseram: “Deixemos ele aí, que se arranje. Ele nunca nos ajudou”. Eu também tinha a mesma idéia, mas depois lembrei aos meus colegas a Palavra da Vida. Então decidimos ajudá-lo empurrando o caminhão. O motor funcionou e o senhor convidou-nos para subir, mas dissemos a ele que não havia necessidade, e continuamos a caminhar».
Padre Celso Corbioli, omi
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