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por Dinheiro Vivo | LusaOntem

O governo da Guiné-Bissau começou a receber hoje 30 mil toneladas de arroz que decidiu importar, através de uma empresa privada, para suprir a falta do principal produto alimentar dos guineenses nos últimos três meses. Em declarações, o ministro do Comércio guineense, Botche Candé disse que o governo "não podia ficar de braços cruzados" perante a crise do arroz, que considerou já estar a originar a especulação de preços. Das 30 mil toneladas do arroz importadas chegaram já a Bissau duas mil que serão colocados, a partir de hoje, no mercado, acrescentou o ministro do Comércio. Devido à escassez de arroz no mercado guineense um saco de 50 quilogramas chega a custar cerca de 35 euros.
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Bissau - Pelo menos trinta pessoas protestaram hoje quarta-feira) em frente à sede do Governo da Guiné-Bissau contra o aumento do custo de vida e exigiram do Executivo um conjunto de medidas nomeadamente a redução dos preços dos alimentos, noticia a LUSA.  

 
A marcha pacífica convocada pela ACOBES (Associação de Defesa dos Consumidores de Bens e Serviços) saiu do bairro das embaixadas, em Penha, arredores de Bissau, e percorreu cerca de três quilómetros até à sede do Governo.  

 
Os trinta manifestantes, que empunhavam cartazes e dísticos, foram recebidos à porta do edifício pelo ministro dos Recursos Naturais e Energia, Higino Cardoso, mandatado pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.  

 
O presidente da Acobes, Fodé Caramba Sanhá, entregou ao ministro Higino Cardoso um caderno reivindicativo contendo medidas que a associação pretende que o Governo tome nos próximos tempos para aliviar o custo de vida no país. 

 
A Acobes quer que o Governo passe a fixar "um tecto máximo" de preço dos alimentos, que seja integrada no conselho de concertação social, em que, neste momento, apenas têm assento o Executivo, os patrões e os sindicatos.

Quer também que haja um real aumento dos salários dos funcionários públicos e que certos produtos sejam subsidiados.  

 
O ministro dos Recursos Naturais disse que vai entregar o caderno reivindicativo ao primeiro-ministro e prometeu que alguns pontos constantes no documento da Acobes terão resposta imediata.  

 
Higino Cardoso disse compreender a manifestação promovida pela Acobes, mas também lembrou que o aumento do preço de alimentos acontece em todo mundo.  

 
O ministro afirmou que "os guineenses têm que trabalhar mais" para poder fazer face à situação".  
 
O presidente da Acobes disse que não concorda com a opinião do ministro, tendo afirmado que os guineenses trabalham o suficiente para merecerem outras condições de vida.  

 
Quando a manifestação chegou à porta do Palácio do Governo alguns funcionários que se encontravam dentro do edifício saíram à rua para manifestarem a sua solidariedade para com a iniciativa da Acobes.  

 
Presente na marcha estava o presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil (plataforma que junta mais de cem organizações da sociedade), Jorge Mendes, que se manifestou desapontado pela fraca adesão à iniciativa. 

Guiné-Bissau: Pão aumentou 50 % e farinha de trigo e açúcar sobem quase 80 %

2011-05-03 13:45:33

Bissau, 03 mai (Inforpress) – O preço do pão, um dos principais produtos de consumo na Guiné-Bissau, voltou a subir de 100 para 150 francos CFA (de 0,15 para 0,22 euros), enquanto um saco da farinha de trigo de 50 quilogramas já é vendido a 30 mil francos (45,7 euros).
Mesmo assim o açúcar é o produto que mais tem subido de preço, desde há três meses, naquele país. No início do ano, um saco de 50 quilogramas ainda oscilou entre 15 mil a 17 mil francos CFA (entre 22,8 euros e 30 euros).
Nos últimos dias, a oscilação do preço é tanta que há quem venda um saco de açúcar por 35 mil francos (53,3 euros) ou mesmo por 38 mil francos CFA (58 euros).
O presidente da Associação de Defesa dos Consumidores de Bens e Serviços (Acobes), Bambo Sanhá, acusa o governo “de nada fazer, porque permitiu que, em alguns casos, haja subidas de 80 por cento” nos preços dos principais produtos.
A subida de preço varia por zona e mercado do país. Por exemplo, no mercado do Bandim, em Bissau, principal centro comercial da Guiné-Bissau, um saco de açúcar custa 35 mil francos (53,3 euros). Já no mercado do Caracol, também na capital guineense, alguns comerciantes estão a vendê-lo por 36 mil ou 37 mil francos CFA (54,8 euros ou 56,4 euros).
Mas nas ilhas Bijagós um saco de açúcar de 50 quilogramas não se compra, agora, por menos de 38 mil francos CFA (58 euros). Os comerciantes alegam que estão a comprar o produto “a preços altos em Bissau”.
Contudo, o preço do pão também não tem parado de oscilar. No mesmo dia, pode custar 100 francos CFA (0,15 euros), durante o dia, e à noite ser vendido por 150 francos CFA (0,22 euros).
Talata Banorá, da associação de panificadores de Bissau, disse à Lusa que “houve um dia que faltou pão”, porque, os profissionais “decidiram parar de trabalhar para aquecer o forno”, numa alusão ao pouco lucro que afirmam ganharem no negócio.
“Uma pessoa compra a farinha e o açúcar a preços altos e depois não pode vender o pão no preço justo, para continuar a trabalhar. Muitos decidiram parar de trabalhar para aquecer o forno”, assinalou Banorá, originário da Guiné-Conacri, mas residente em Bissau há mais de dez anos.
Normalmente, são os profissionais originários da Guiné-Conacri quem domina a indústria panificadora caseira na Guiné-Bissau.
O presidente da Acobes não tem dúvidas em atribuir as culpas pela “subida exorbitante dos preços” tanto do pão, como do açúcar ou da farinha ao governo, que não quer saber do assunto e tem permitido “que haja uma anarquia total na fixação dos preços” pelos comerciantes.
Inforpress/Lusa
 
Publicado: 5/05/2011 | Por Redacção Zwela


Image
Foto: Malam Bacai, Presidente da Guiné-Bissau. (Lesafriques)
Por Lassana Cassamá, VoaNews

Na Guiné Bissau aumenta a inquietação devido ao drástico aumento de preços dos produtos de primeira necessidade.

A Associação de Consumidores da Guiné Bissau planeia realizar na próxima semama uma marcha para protestar contra esses aumentos que deverá culminar com um encontro com primeiro ministro Carlos Gomes Júnior.

O sindicato dos funcionários públicos quer também aumentos salariais para compensar pelo aumento dos preços dos produtos básicos.

O nosso correspondente Lassana Cassamá disse-nos que nos últimos tempos têm aumentado as críticas ao governo pela sua falta de acção neste capítulo.

"Inércia e passividade" são algumas das palavras usadas para criticar o governo guineense.

Alguns analistas afirmam contudo que o governo guineense faz face a decisões difíceis pois quer evitar impôr medidas administrativas para controlar os preços o que pode resultar na falta de incentivos para a sua comercialização.

O sindicatos e a associação de consumidores afirmam contudo que a "livre concorrência não implica a anarquia no mercado".

Na semana passada houve uma reunião entre o governo e "operadores económicos" onde o governo apelou aos comerciantes para tentarem atenuar as subidas dos preços.

O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, afirmou hoje ser uma tendência mundial o atual aumento de preço de produtos alimentares que se verifica agora no país e que tem motivado a reação da população nos últimos dias.

O presidente guineense, que respondia às perguntas dos jornalistas no final de uma visita ao Supremo Tribunal de Justiça e a alguns tribunais de círculo de Bissau, considerou que na Guiné-Bissau a subida dos preços até aconteceu mais tarde do que noutros países devido à ação do governo.

Fonte: VoaNews
2011-05-05 12:35:44



Bissau - Associação do Consumidores de Bens e Serviços guineense (ACOBES) promoveno dia 11 de Maio, uma marcha de protesto contra a subida do preço dos produtos de primeira necessidade.

Sob o lema «todos contra o agravamento do nível de vida dos cidadãos», a marcha terá início em frente à discoteca «Bambu», e deve terminar frente ao Palácio do Governo, em Brá, nos arredores da capital, onde vai ser entregue ao Executivo o chamado «Caderno de Reclamação de Consumidores».

De acordo com o Presidente da ACOBES, Fodé Caramba Sanhá, no referido caderno reivindicativo constam entre outra reclamações, o controlo sistemático de compra e venda no mercado, extinção imediata da subvenção obrigatória imposta pelo Ministério do Comércio aos consumidores a favor da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Comércio, estabelecimento de um plano de abastecimento do mercado com géneros e artigos da primeira necessidade, uso do caderno de reclamação do consumidor no mercado nacional e, por último, a criação do espaço do Conselho Nacional Consultivo de Consumo, conforme a disposição de qualidade de diálogo e regulação social, do Programa de Qualidade, Acreditação e Normalização da União Económica Monetária Oeste Africana (EUMOA), para o consumidor destinatário final.

«No passado mês de fevereiro a actualidade de mercado foi dominada sobre o preço da farinha e do pão, houve tentativa de redução do tamanho que depois se ajustou em detrimento da manutenção do preço de 100 F.cfa. Agora o pão voltou ao tamanho normal, com um aumento de 100%, ou seja custa 200 F.cfa, enquanto a farinha continua a subir de 16 mil F.cfa para 37 mil F. cfa, o que confirmou a posição dominante e de força dos importadores face a um estado, desarmando-o das suas ferramentas de controlo de mercado», refereiu Caramba Sanhá, numa retrospectiva sobre a actual situação de aumento de preços de produtos da primeira necessidade.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network
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