Bissau, 20 mai (Lusa) -- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, viaja hoje para a Costa do Marfim para participar na cerimónia de tomada de posse de Alassane Ouattara, vencedor das presidenciais de novembro.
Segundo fonte da Presidência guineense, Malam Bacai Sanhá deverá regressar ao país na próxima terça-feira.
A tomada de posse de Alassane Ouattara deverá por fim à crise política na Costa do Marfim iniciada em novembro, quando o antigo Presidente Laurent Gbagbo se recusou a reconhecer a vitória eleitoral do seu opositor.
Segundo as autoridades da Costa do Marfim, a onda de violência criada no país com a crise política provocou cerca de três mil mortos e um milhão de deslocados.
A cerimónia de tomada de posse de Ouattara decorre sábado na capital política do país, Yamoussoukro.
MSE . Lusa/Fim
VOCÊ SABIA QUE ... ?
A Basílica de Nossa Senhora da Paz de Yamoussoukro
Freqüentemente classificada como a maior igreja cristã do mundo, a basílica foi construída entre 1985 e 1989 a um custo de 300 milhões de dólares, e foi intencionalmente modelada como a Basílica de São Pedro no Vaticano. A construção começou em 10 de agosto de 1985, tendo sido consagrada pelo Papa João Paulo II em 10 de setembro de 1990.
O Guinness World Records a classifica como a maior igreja do mundo, tendo ultrapassado a anterior recordista, basílica de São Pedro, ao ser concluída. Nossa Senhora da Paz possui uma grande superfície, e um domo maior que a de São Pedro[1].No entanto, também se inclui nessa medição o refeitório e a vila, que não são parte da igreja e podem acomodar 18,000 devotos, comparado aos 60,000 de São Pedro[2]
WEDNESDAY, 20 APRIL 2011 07:56 WRITTEN BY VNN STAFF
Em declarações à Agencia Lusa, o secretário de Estado das Comunidades guineenses, Fernando Gomes Dias, disse que "o assunto preocupa o Governo ao ponto de estarem já em curso diligências" para a recolha de mais dados.
"O Ministério competente do Governo (Ministério do Interior) está ao corrente e já está no terreno para a recolha de mais elementos sobre esse assunto", afirmou Fernando Dias, prometendo avançar mais informações assim que houver mais dados.
As informações sobre a alegada utilização de passaportes guineenses por parte de elementos próximos ao ex-Presidente costa-marfinense começaram a circular na imprensa daquele país em Fevereiro.
Na altura, um jornal da Costa do Marfim, o 'Le Patriote', noticiou que eram 85 as "iminentes personalidades" daquele país e próximas de Gbagbo que estariam na posse dos passaportes guineenses.
O caso voltou a ser notícia nos meios de comunicação social da Costa do Marfim após a prisão de Laurent Gbagbo e a fuga dos seus principais colaboradores para outros países.
O secretário de Estado das Comunidades guineenses não quis entrar em detalhes sobre o caso, mas admitiu que podem até ser os modelos antigos de passaportes que já não se usam no país.
"Neste momento, há três gamas de passaportes da Guiné-Bissau em circulação. Nós não sabemos. Mas tudo leva a crer que serão passaportes da gama antiga que já não estão em circulação", defendeu Fernando Dias.
O secretário de Estado disse que por "motivos vários, muita gente tem esses passaportes", entregues por anteriores responsáveis guineenses.

Figuras ligadas a Gbagbo com passaportes guineenses
Jovem tira fotografia para passaporte
(Photo : V.Cagnolari / RFI)
Segundo a comunicação social marfinense, cerca de oitenta e cinco pessoas ligadas ao ex-presidente, Laurent Gbagbo, estariam a usar passaportes diplomáticos da Guiné Bissau para sairem do país. O governo guineense não confirma a notícia, contudo afirmou que já estão no terreno para averiguar a situação.
Para já o governo diz que só sabe o que vem na imprensa internacional, nomeadamente nos jornais marfinenses e na internet. Algumas figuras próximas do ex-presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, estariam a utilizar de passaportes diplomáticos da Guiné-Bissau.
A notícia foi avançada pelo jornal marfinense "Le Patriote", citando fontes próximas ao atual governo do presidente Alassane Outaara. Segundo aquele jornal seriam 85, as pessoas detentoras de passaportes da Guiné-Bissau, todas figuras ligadas a Laurent Gbagbo, e que agora estariam a usar esses documentos para saírem da Costa do Marfim em direção a outros países.
Fernando Gomes Dias, Secretario de Estado das Comunidades guineenses, explicou que emigrantes guineenses que se encontram na Líbia estão a ser repatriados pela Organização Internacional das Migrações, via Tunísia. O governante afirmou que o problema tem sido o fato de esses emigrantes estarem sem qualquer identificação, situação que tem dificultado o seu transporte para o país. Fernando Dias notou que existem guineenses na Costa do Marfim e no Burkina Faso, todos eles estudantes, mas ainda não pediram para serem repatriados.
Sobre esta questão, o nosso correspondente na Guiné Bissau, Mussa Baldé, entrevistou Fernando Gomes Dias, Secretário de Estado das Comunidades guineenses.
A notícia foi avançada pelo jornal marfinense "Le Patriote", citando fontes próximas ao atual governo do presidente Alassane Outaara. Segundo aquele jornal seriam 85, as pessoas detentoras de passaportes da Guiné-Bissau, todas figuras ligadas a Laurent Gbagbo, e que agora estariam a usar esses documentos para saírem da Costa do Marfim em direção a outros países.
Fernando Gomes Dias, Secretario de Estado das Comunidades guineenses, explicou que emigrantes guineenses que se encontram na Líbia estão a ser repatriados pela Organização Internacional das Migrações, via Tunísia. O governante afirmou que o problema tem sido o fato de esses emigrantes estarem sem qualquer identificação, situação que tem dificultado o seu transporte para o país. Fernando Dias notou que existem guineenses na Costa do Marfim e no Burkina Faso, todos eles estudantes, mas ainda não pediram para serem repatriados.
Sobre esta questão, o nosso correspondente na Guiné Bissau, Mussa Baldé, entrevistou Fernando Gomes Dias, Secretário de Estado das Comunidades guineenses.
O assunto foi igualmente noticiado durante o mês de Fevereiro pelo jornal Le Patriote, do partido de Ouatarra, que avançou mesmo com o número de 85 passaportes guineenses atribuídos às eminentes personalidades próximas de Laurent Gbagbo.
O grupo que reclama o resultado das eleições na Costa do Marfim desde finais de Novembro 2010, não avançou a forma como estes documentos de identificação da Guiné-Bissau teriam ido parar às mãos dos indivíduos em causa. A notícia já mereceu uma reacção por parte do Governo guineense, através da voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que se mostrou surpreendido com esta situação.
Falando em exclusivo à PNN, Fernando Augusto Dias, Secretário de Estado de Estado das Comunidades, disse que já teve acesso a esta informação, tendo adiantado que estão em curso averiguações com vista a apurar até que ponto é que estas informações correspondem à verdade.
«Não vejo quais são os motivos para a circulação dos nossos passaportes diplomáticos neste país, estamos a aguardar mais informações através do Ministério do Interior para nos podermos posicionar melhor», disse Fernando Dias.
Por outro lado, o governante reconheceu que actualmente circulam três modelos de passaporte na Guiné-Bissau, uma situação que o Executivo prometeu ultrapassar assim que entrar em vigor passaporte modelo da CEDEAO, ainda no decorrer do ano em curso. Esta realidade foi justificada pelo Secretário de Estado das Comunidades por aquilo que considerou as várias situações de governação que o país conheceu nos últimos anos.
Em relação à situação da falta de passaportes junto das representações diplomáticas da Guiné-Bissau no estrangeiro, Fernando Dias informou que neste momento já foram disponibilizados em Portugal, França e no Senegal.
Neste sentido, este responsável apelou à comunidade guineenses no estrangeiro que tivesse calma relativamente à questão da falta de passaportes guineenses que foi registada nos últimos tempos em Portugal, Espanha, França, Senegal e Bélgica.
A a comunidade guineense deve procurar passaportes nas embaixadas da Guiné-Bissau em Portugal para serem feitos os documentos. Refira-se que na semana passada, as associações das comunidades guineenses nos países mencionados, tinham prometido uma manifestação aquando da visita do primeiro-ministro a Bruxelas.
Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network
2011-03-30 15:56:09
"Temos que evitar um banho de sangue", diz PR da Guiné-Bissau
publicado12:4824 Dezembro '10
O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha defendeu hoje que a CEDEAO deve trabalhar para "evitar um banho de sangue" na Costa de Marfim, país que considera ter "extrema importância" na costa ocidental da África.
"Temos que evitar que haja um banho de sangue, temos que evitar que haja instabilidade na Costa do Marfim que é um país extremamente importante na nossa sub-região em termos financeiro e em termos monetário", defendeu Bacai Sanhá de partida para uma cimeira extraordinária sobre aquele país.A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da que fazem parte a Guiné-Bissau e Cabo Verde ao lado de outras 14 nações africanas, convocou para hoje, em Abuja, Nigéria, uma cimeira extraordinária de chefes de estado para analisar a situação na Costa do Marfim.
Bissau (Angop) - O secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Domingos Semedo, qualificou hoje (segunda –feira) como "preocupante" a situação que se está a viver na Costa do Marfim.
"É preocupante essa situação", afirmou à agência Lusa Domingos Semedo, que participou como observador eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental nas duas voltas das eleições presidenciais daquele país.
"Durante o tempo que lá estivemos tudo estava calmo. Houve um ou outro incidente, mas que não era de vulto", explicou à Lusa, sublinhando que ficaram "surpreendidos com o que se está a passar".
Segundo Domingos Semedo, o que "está a acontecer na Cote d’Ivoire pode ter a sua ressonância até ao nosso país, porque é um potencial económico".
"Portanto, não podem descurar esta condição económica de que desfruta e de que os nossos países também beneficiam", salientou.
Questionado sobre a comunidade guineense residente na Cote d’Ivoire, Domingos Semedo disse que existem funcionários internacionais e estudantes a viverem naquele país.
"Estão preocupados com a segurança e foram aconselhados a manterem-se calmos e a ficarem nas suas residências, porque não se sabe o que poderá acontecer num futuro próximo", disse.
A instabilidade regressou às ruas de Abidjan, depois do Presidente Laurent Gbabo, no poder há 10 anos, ter sido proclamado vencedor pelo conselho constitucional, defendendo a invalidação dos votos do norte, bastião da antiga guerrilha das Forças Novas (FN) e dos apoiantes de Ouattara.
Alassane Ouattara é o candidato da oposição que a comissão eleitoral e a comunidade internacional reconhecem como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais da semana passada.
Mediadores internacionais, entre os quais o ex -Presidente sul-africano Thabo Eki, estão na Cote d’Ivoire a pedido da União Africana para tentar ajudar a uma resolução da situação.
Neste momento, o país tem dois Presidentes, dois primeiros-ministros e, em breve, dois governos.
Ouattara recusa que a última palavra seja do conselho constitucional e cita o acordo de paz de 2007, segundo o qual as Nações Unidas têm de certificar os resultados eleitorais. Para a ONU, as eleições foram credíveis e Ouattara venceu.
O primeiro mandato de Gbagbo terminou em 2005 e as primeiras eleições numa década foram adiadas várias vezes. O escrutínio acabou por se realizar em Outubro e a segunda volta a 28 de Novembro.