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...autocarros brasileiros chegam à Guiné Bissau para o Centro de Formação das Forças de Segurança. Que luxo! 

 14 de Abril de 2011 - Chegaram no domingo, 10 de abril, dois ônibus e uma viatura de polícia que vão  transportar estudantes ao Centro de Formação das Forças de Segurança da Guiné Bissau. O envio dos transportes faz parte de um projeto de cooperação triangular entre o Governo Brasileiro, o governo da Guiné Bissau e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para  capacitar policiais, com vistas a fortalecer o Plano Nacional de Combate às Drogas e Crime do país africano. 

Os ônibus são fruto de apreensões realizadas pela Receita Federal e foram destinados ao projeto pelo governo brasileiro. "Os ônibus serão utilizados a partir de maio, quando começam as aulas, e serão vitais para transportar os alunos, tendo em vista a distância entre o Centro de Formação e a capital, Bissau", explica a Oficial do Programa de Cooperação Sul-Sul do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime para o Brasil e Cone Sul, Flavia Antunes. 
O projeto de cooperação pretende capacitar 100 policiais no curso de formação. Desde que começou a ser implementado, em 2010, o projeto já levou oficiais brasileiros para ministrar aulas sobre técnicas de planejamento e gestão educacional na Guiné Bissau e 66 oficiais guineenses tiveram a oportunidade de participar de treinamentos no Brasil. 
O programa busca fortalecer os pilares de segurança, direitos humanos, justiça e integridade da Guiné Bissau, que teve suas instituições fragilizadas com a Guerra Civil entre 1998 e 1999.  O Centro de Formação conta com o know-how da Polícia Federal brasileira no combate ao crime organizado e com o conhecimento técnico do UNODC e busca servir de referência para outros países da África do Oeste empenhados em frear as ações das redes transnacionais de narcotraficantes. 
Os últimos relatórios anuais de drogas produzidos pelo UNODC mostram que o crime organizado vem diversificando as rotas e os meios para o tráfico de drogas. Parte da droga produzida na América do Sul é exportada, via São Paulo ou Fortaleza, a países da África Oriental, como a Guiné Bissau, seguindo diretamente à Europa. O projeto reafirma um dos compromissos do UNODC de estreitar a Cooperação Sul-Sul por meio da qual, países com traços históricos comuns buscam soluções conjuntas para o desenvolvimento e compartilham experiências bem-sucedidas no combate às drogas e ao crime organizado transnacional.

Forças Armadas da Guiné-Bissau minimizam polémica sobre presença de militares angolanos

Bissau, Guiné-Bissau (PANA) - O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau (CEMGFA), o tenente-general António Indjai, exprimiu o seu apoio à presença dum contingente militar de Angola no seu país, minimizando a  polémica suscitada pela vinda desta missão, soube a PANA em Bissau de fonte oficial.

Partidos da oposição acusam o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de "arrogância e cumplicidade" pela presença desde março passado dum contingente de 150 efetivos da Missão de Segurança Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG), cuja cerimónia de lançamento oficial em Bissau contou com a presença do Presidente bissau-guineense, Malam Bacai Sanhá, do ministro angolano da Defesa, Cândido Pereira Van-Dúnem, e outros altos responsáveis dos dois países lusófonos.

No entanto, o general António Indjai disse que a MISSANG vai ajudar na reorganização das Forças Armadas bissau-guineenses, refutando assim os argumentos do Movimento Democrático Guineense (MDG), um partido da oposição sem assento parlamentar, de que a  vinda das tropas angolanas “ vai custar muito caro ao país (...) e não vai melhorar a administração, muito menos trazer a boa governação e arrisca-se a criar mais instabilidades se alguma coisa correr mal.”

“Nós concordamos com a vinda das tropas angolanas, porque vão nos ajudar a reorganizar as nossas Forças Armadas”, afirmou quarta-feira o general António Indjai no final duma audiência com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, adiantando que a MISSANG permitirá ao Exército bissau-guineense sair do isolamento a nível mundial.

“Angola vai nos ajudar a sair do isolamento em que nos encontramos no mundo e reconstruir os quartéis, portanto, a presença dos militares angolanos aqui é bem-vinda”, considerou o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

-0- PANA LON/TON 07Abril2011
07 Abril 2011 13:33:52


‘Eh, Angola é, Angola é tão grande…’ foi com esta estrofe do artista angolano Santos Júnior cantada pelo Presidente da Guné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, com muitos aplausos pelo meio, que terminou o discurso do acto de formalização da entrada em funções da MISSANG.
Bacai Sanhá saudou a implementação da missão e vê nela o início de um processo de estabilização que levará o seu país a seguir os caminhos do desenvolvimento sócio-económico.
Mais do que uma simples missão técnico-militar que vai ajudar as autoridades guineenses na reforma das forças armadas e do sector de segurança, a MISSANG enquadrase, na verdade, num processo mais amplo adoptado pelas autoridades guineenses que visa a sua estabilidade em todos os aspectos.
Considerando que os militares daquele país sempre estiveram no fulcro das querelas que degeneraram em instabilidade cíclica e consequente destruição do país, numa altura em que as referências ao narcotráfico levaram à retirada de alguns apoios internacionais, as autoridades guineenses recorreram ao apoio angolano.
Nos contactos bilaterais e como questão fundamental, foi colocada a necessidade de se iniciar um processo de reforma imediata das suas forças de defesa e segurança, que passará necessariamente pela desmobilização de excedentes e concessão de garantias de reintegração sócio-profissional e a adopção de medidas tendentes a estabilizar e reconciliar a Guiné-Bissau. Este processo (desmobilização) esteve no centro de uma crise entre 1997 e 1998, segundo o jornalista Califa Kassamá, verificando-se mesmo uma situação de perda de controlo das forças armadas por parte do Governo guineense, aonde tinham ingressado novos efectivos, registando-se uma crise geracional.
Desta vez, com a participação dos próprios militares na concessão do plano de modernização, as expectativas são grandes quanto ao desfecho deste processo tido como “o factor principal de garante da estabilidade, de segurança e de integridade do país”, segundo acordaram as delegações angolanas no comunicado divulgado no fim das 
conversações.
O processo na versão prática Segundo o ministro da defesa da Guiné-Bissau, Aristides Ocante da Silva, o objectivo principal é “redimensionar os efectivos e redistribui-los gradualmente nos três ramos, para que eles reflictam o seu papel na defesa do país, nos termos da Constituição”.
Disse ainda que com o processo de modernização, espera-se destas novas forças armadas uma vocação para participar nos esforços internacionais de manutenção da paz.
Expectante, tal como outros interlocutores deste jornal, o ministro da Defesa disse acreditar no bom termo deste processo, porque “os militares estão de acordo, participaram na concessão do projecto e falaram das suas necessidades…”.
Com uma temporalidade que Da Silva desejou seja perene, isto é, enquanto durarem as relações entre os dois países, a MISSANG deverá concluir o processo de reforma das forças armadas guineenses em cinco anos, embora lhe estejam reservados apenas três anos.
Entre mil e mil e quatrocentos efectivos deverão ser desmobilizados das forças armadas na primeira triagem que for feita, segundo declarações do ministro da Defesa guineense.
O governante local reconheceu o apoio que Angola tem dado aos militares guineenses no domínio técnico-militar, logístico, telecomunicações e saúde militar.
Já o ministro angolano da Defesa, general Cândido Van-Dúnem, vincou que “a MISSANG não é uma missão de defesa, mas de assessoria técnica”, que será garantida pelos 200 militares angolanos, enquanto suporte das acções que as forças armadas guineenses vão executar.
Além disso, e no quadro da cooperação entre os dois ministérios da Defesa, Angola continuará a prestar apoios logísticos e de outra natureza.
Para o arranque da MISSANG, as Forças Armadas Angolanas elegeram como prioridades a reestruturação dos quartéis e da escola de formação de pessoal  -o Centro de Instrução do Cumeré -, seguindo-se outras acções por grau de premência.
TRABALHO DE CASA FEITO 
O PAÍS apurou de uma fonte policial junto da Missão da Nações Unidas para a Guiné-Bissau (ONUBIL) que o trabalho prévio de cadastramento de todos os efectivos da polícia e forças armadas guineenses já está concluído, faltando agora os responsáveis castrenses daquele país executarem-no com o apoio técnico da MISSANG.
“Estivemos a explicar como realizar o processo de escolha dos efectivos, para que não se caia na tentação de se enquadrar o familiar em detrimento de outros”, explicou a fonte, a essência do trabalho feito até aqui.
Na ONUBIL, estão também militares angolanos com o mesmo objectivo, o que vem traduzir-se no respaldo internacional que a MISSANG tem dos vários organismos internacionais, desejosos de ver a Guiné-Bissau estável.
SENSIBILIZAÇÃO EM CURSO 
Apesar da imprevisibilidade da situação política naquele país, admitida nos círculos intelectuais, desta vez os dois executivos puseram em marcha um conjunto de medidas que visam o serenar dos espíritos na GuinéBissau.
Kassamá considerou-o mesmo “um processo difícil, mas que deve ser considerado”, tendo em conta as características das forças armadas guineenses, tais como as dificuldades materiais, logísticas e financeiras.
Para o jornalista, tudo passa por um processo de sensibilização no seio da classe castrense.
O PAÍS apurou que esta diligência tem estado a ser feita com a ajuda de um grupo de ballet militar que, em várias unidades das forças armadas, apresenta peças relacionadas com a reedificação do exército guineense e a aceitação da sua reestruturação.
MOMENTO HISTÓRICO 
O chefe do Estado-maior das Forças Armadas Guineenses, general António Indjai, qualificou de “momento histórico” o acto da formalização da MISSANG na Guiné-Bissau.
“Nos fez lembrar o acordo histórico entre Agostinho Neto e Amílcar Cabral”, disse reportando-se ao período da luta de libertação nacional em que os dois movimentos de libertação, MPLA e PAIGC, mantinham uma dinâmica relacional bastante estreita. Já o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Aristides Ocante da Silva, considera a entrada em funções da MISSANG como “etapa fundamental para a construção da paz na Guiné-Bissau”.
Na verdade, tanto os dirigentes angolanos como os guineenses têm a instalação da MISSANG como um marco no estreitamento das relações entre os dois países nos domínios político, militar, diplomático e económico.
Da parte do ministro angolano da Defesa, general Cândido VanDúnem, vem a garantia de que a MISSANG será desempenhada com rigor e espírito de entreajuda para que a Guiné-Bissau possa superar as crises que abalou os pilares da sua estabilidade. Afirmou que os esforços da ONU, CEDEAO e União Africana, cujos representantes estiveram presentes na cerimónia de formalização da missão, “serão complementares à actividade da MISSANG”.
Cândido Van-Dúnem parafraseou Amílcar Cabral que escreveu um dia “nós somos povo de África, um só povo de África”, para vincar a necessidade da cooperação bilateral assentes nos princípios da solidariedade e respeito mútuo.
Realçou também que o estabelecimento da cooperação nestes termos vem retribuir o apoio que a Guiné-Bissau deu a Angola para a proclamação da sua independência.




29 de Março de 2011

Em maio de 2010, a União Europeia (UE) suspendeu a sua participação no programa de reforma do setor de segurança da Guiné-Bissau que abrange as Forças Armadas, a Justiça e a Polícia.
Da Redação, com Pana
Bruxelas – Uma delegação angolana dirigida pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Manuel Augusto, participa esta terça-feira na capital belga, Bruxelas, num encontro de análise da situação de segurança na Guiné-Bissau.

Em maio de 2010, a União Europeia (UE) suspendeu a sua participação no programa de reforma do setor de segurança da Guiné-Bissau que abrange as Forças Armadas, a Justiça e a Polícia.

A UE tomou esta decisão após a queda, em abril do ano passado, do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general José Zamora Iduta, e a detenção do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Para o programa de reforma do setor de segurança aberto aos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Angola decidiu prosseguir com o seu apoio fornecendo ajuda financeira à Guiné-Bissau com a qual concluiu um importante acordo de cooperação militar.

O encontro de Bruxelas, no qual participam especialistas europeus, bissau-guinienses e angolanos, deve fazer um balanço dos progressos realizados nos domínios da segurança na Guiné-Bissau.

A UE condiciona a retomada da sua participação no programa de reforma do setor de segurança aos desenvolvimentos políticos na Guiné-Bissau e ao respeito dos direitos humanos.

Durante uma visita de trabalho, em setembro passado, à Comissão Europeia em Bruxelas, o primeiro-ministro bissau-guineense, Carlos Gomes Júnior, anunciou medidas de luta contra os narcotraficantes que seriam tomadas após o relançamento, pela UE, do programa de reforma do setor de segurança.
Para o lançamento da missão de estabilidade da Guiné-Bissau, está no país da Costa Ocidental de África, uma missão multisectial do executivo angolano que durante três dias vai manter contactos com as autoridades locais.

O ministro da Defesa Cândido Pereira Van-Dúnem que chefia a delegação angolana na Guiné-Bissau, reafirma que Angola continuará a ajudar a Guiné-Bissau.

“ Trazemos apoio que Angola está a prestar a Guiné –Bissau na perspectiva de ajudar este país irmão a criar uma capacidade para saída da crise, e enquanto assim for o desejo das autoridades guineenses e o povo guineense achar que a nossa presença é útil e que servirá para ajudar a organizar as forças armadas da Guiné-Bissau”.

Aristides Silva, ministro da Defesa Nacional dos Combatentes da Liberdade que integra a delegação angolana, aponta as vantagens da missão de segurança que passa necessariamente pelo apoio na reforma do sector da defesa guineense.

“ As vantagens consistem no facto de que Angola vai conceder a Guiné-Bissau um apoio muito importante em várias vertentes. Na vertente de assistência técnica-militar às forças armadas, nomeadamente em tudo o que concerne a logística, ao meios de aquartelamento, as telecomunicações, a saúde militar, bem como a componente policial.E nós pensamos que com a experiência angolana no domínio da organização das nossas forças armadas, nós podemos tirar benefícios importantes que possam contribuir para que a Guiné-Bissau possa ter forças armadas realmente reestruturadas e modernas, aliás como consta do nosso programa de reforma do sector da defesa e segurança”, sublinhou.

Cerca de mil e quinhentos militares na Guiné-Bissau vão passar a reforma nos próximos dois anos, no período de vigência do programa de reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau, designado MISANGUE-patrocinado e suportado pelo governo angolano.

A delegação ministerial na Guiné -Bissau é chefiada pelo ministro da Defesa Cândido Pereira Van-Dúnem e da mesma fazem parte a titular da Comunicação Social Carolina Cerqueira, o Secretário de Estado das Relações Exteriores Manuel Augusto e o Chefe de Estado-Maior Adjunto das Forças Armadas Angolanas Egídio Sousa e Silva.


Guiné-Bissau: Militares queixam-se

Militares da Guiné-Bissau reuniram-se no Parlamento com organizadores da Conferência Nacional para a Paz e queixaram-se das péssimas condições nos quartéis, da interferência dos políticos e de discriminação étnica.

'Capacete de Ferro' proposto para chefiar Exército



Augusto Mário Có é um herói popular da rebelião de 1998 contra Nino Vieira e chefiou a batalha de Bissau 

O Governo da Guiné-Bissau deverá propor ao Presidente da República, Malan Bacai Sanhá, a nomeação do coronel Augusto Mário Có para chefe do Estado-Maior do Exército, noticiou a Lusa. Augusto Mário, popularmente conhecido por "Capacete de Ferro", foi uma das figuras mais importantes da rebelião de 1998, tendo na altura chefiado a batalha de Bissau.
O conflito de 1998 e 1999 está na origem de muitas das perturbações político-militares da Guiné- -Bissau na última década. Os rebeldes, apoiados por veteranos da Guerra Colonial, derrubaram na altura o presidente Nino Vieira, forçado ao exílio, e derrotaram uma substancial força militar do Senegal e da Guiné-Conacri que tentava proteger Nino.

"Capacete de Ferro", então tenente-coronel, treinado na União Soviética, era o comandante operacional das forças da Junta Militar e comandava, entre outros, o agora contra-almirante Bubo Na Tchuto. Este, no início do mês, foi nomeado chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau. Em 1998, Bubo e Augusto Mário eram os oficiais mais carismáticos, entre os operacionais, e dependiam do brigadeiro Ansumane Mané, que sairia vencedor do conflito.

Em 1999, os militares da Junta ganharam o controlo do país, mas competiram pelo poder com políticos eleitos, criando alta instabilidade. A primeira grande perturbação ocorreu em Novembro de 2000 e provocou a morte de Ansumane, na sequência de um alegado golpe do brigadeiro, que contestara nomeações militares do recém-eleito presidente Kumba Ialá. Este viria a ser destituído em Setembro de 2003, num golpe liderado pelo novo chefe do Estado-Maior Veríssimo Seabra, por sua vez morto num atentado em Outubro de 2004. Em Janeiro de 2007, o país foi de novo abalado pelo assassínio de Lamine Sanhá, um dos militares mais destacados da Junta Militar e que fora afastado após a queda de Ansumane. Os muçulmanos tinham sido derrotados e o conflito passou a ser entre o novo chefe militar, Tagme Na Waie, e o presidente eleito Nino Vieira (que regressara, após o exílio em Portugal). Os dois morreram com horas de diferença, em Março de 2009.

Em Abril deste ano, descontentes com a chefia militar, oficiais veteranos prenderam o chefe do Estado-Maior, Zamora Induta. Durante o golpe, foi detido durante algumas horas o primeiro-ministro eleito, Carlos Gomes Júnior. Pressionado pela comunidade internacional, o novo chefe militar, António Indjai, aceitou respeitar o processo legal de nomeações, com proposta do Governo de Carlos Gomes e escolha do Presidente Malan Bacai.
Bissau, 13 out (Lusa) -- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, pediu hoje ao novo chefe do Estado-Maior da Armada guineense, almirante Bubo Na Tchuto, para dar provas de que aquilo que dizem dele não é verdade.
Malam Bacai Sanhá falava na cerimónia da tomada de posse das novas chefias militares guineenses nomeadas na semana passada.
No discurso, proferido em crioulo, o Presidente guineense fez questão de dedicar umas palavras ao almirante Bubo Na Tchuto, acusado pelos Estados Unidos de envolvimento no narcotráfico.
© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Os Estados Unidos condenaram a nomeação do almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado Maior da Armada da Guiné-Bissau 



Um porta voz disse que a nomeação de Bubo na tchuto é o que chamou de um desapontamento e “um passo atrás para o povo da Guiné-Bissau”.Bubo Na Tchuto é apontado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como narcotraficante na Guiné-Bissau, acusação que o próprio refuta.

O presidente da Guiné-Bissau decretou na quinta-feira, sob proposta do governo, a nomeação do contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto como chefe do Estado Maior da Armada.O contra-almirante Bubo Na Tchuto ocupou a chefia da Armada da Guiné-Bissau até Agosto de 2008, quando foi acusado de tentativa de golpe de Estado, pelo então chefe de Estado Maior General das Forças Armadas general Tagmé Na Waié, para tentar destituir e prender o antigo presidente João Bernardo “Nino” Vieira.
Na sequência destas acusações, Na Tchuto foi suspenso de funções e fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado cerca de dois anos. Em finais de Dezembro de 2009, o contra-almirante regressou à Guiné-Bissau e refugiou-se nas instalações da ONU em Bissau, que abandonou a 01 de Abril.

No mesmo dia, militares liderados por Bubo Na Tchuto e pelo actual chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, detiveram o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o ex-chefe das Forças Armadas almirante Zamora Induta.
Em Bissau aumentou a especulação que Zamora Induta deveria ser libertado em breve depois de um tribunal ter afirmado não haver razoes para a sua prisão. Em Bissau contudo o Lassana Cassamá disse-nos que a libertação não ocorreu como muitos esperavam.



Guiné Bissau: Reação à nomeação de Bubu Na Tchuto, como Chefe de estado-maior da Armada.
Ouvir (07:01) 
Bubu na Tchuto à saida das instalações das Nações Unidas em Bissau.
Bubu na Tchuto à saida das instalações das Nações Unidas em Bissau.
Abdurahamane
João Matos
Na edição de hoje do Panorama africano vamos analisar as ultimas evoluções político-militares na Guiné Bissau, após a nomeação do novo chefe do estado-maior da Armada guineense Bubu Na Tchuto pelo Presidente da república Malam Bacai Sanhá. Com a nomeação de Bubu Na Tchuto, o presidente Malam Bacai Sanhá diz querer estabilidade e paz no seu país.
O problema é que Bubu Na Tchuto agora nomeado chefe do Estado-Maior da Armada é acusado pela comunidade internacional nomeadamente, os Estados Unidos, de ser um patrão do narcotráfico na Guiné com ramificações na região oeste africana. E na Europa, a sua nomeação foi criticada pela chefe das relações exteriores da comunidade europeia. Para analisar a questão e o recorrente peso militar nesse país afro-lusófono, temos conosco o antigo político Augusto Mansoa, dirigente associativo em Lisboa.
Fonte: RFI
Bissau – O ex Chefe de Estado Maior guineense, Zamora Induta, detido por militares revoltosos a 01 de Abril de 2010 foi libertado este Sábado (9 de Outubro).
 

Quando a 01 de Abril de 2010 vários militares liderados por António Indjai (actual chefe de Estado Maior das Forças Armadas) arrancaram com uma revolta que levaria à libertação de Bubo Na Tchuto (actual chefe de Estado Maior da Armada), «exilado» nas instalações da ONU na capital guineense, e prisão imediata de Zamora Induta, então CEMGFA, assim como da efémera detenção do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, provocaram o consternamento da comunidade internacional que imediatamente exigiu o restabelecimento da ordem constitucional e libertação de Induta.

Zamora Induta foi libertado este Sábado quando o presidente, Malam Bacai Sanhá, encontra-se na Líbia a participar na Cimeira Arabo-africana e pouco depois de ter nomeado o controverso contra Almirante Bubo Na Tchuto como chefe de Estado Maior da Armada.

Malam Bacai Sanhá tenta assim apaziguar as relações com uma ala da classe militar guineense e ceder às exigências da comunidade internacional que exigia a libertação de Zamora Induta.

(c) PNN Portuguese News Network

Bubo Na TChuto
Bubo Na TChuto
O Contra-Almirante, José Américo Bubo Na Tchuto, foi reconduzido nas suas funções de Chefe de Estado Maior da Armada Guineense.
Bubo na Tchuto havia sido exonerado nas suas funções, em 2008, por alegada tentativa de golpe de estado, mas o seu processo fora arquivado pelo Tribunal Militar Superior, por falta de provas.
Depois de um exílio de cerca de dois anos na Gâmbia, Na Tchuto regressou a Bissau em Dezembro de 2009, tendo refugiado-se na sede da ONU de onde foi retirado na sequência do levantamento militar de 1 de Abril.
Bubo na Tchuto foi acusado pelo Departamento Norte-Americano do Tesouro de tráfico de droga.
Uma fonte do Departamento de Estado Norte-Americano já disse à BBC que os Estados Unidos estavam muito “desapontados” com a nomeação de Bubo Na Tchuto, considerando-a como “um passo atrás”.
Esse decreto é uma tentativa do poder legitimo da Guiné-Bissau para criar um clima de estabilidade e paz, propicio para a implementação das reformas na defesa e segurança.
O mesmo porta-voz afirmou que a casa Branca mantinha a acusação de que Na Tchutu é um barão de droga internacional.
Essa acusação, segundo alguns analistas, terá atrasado a sua recondução, que acabou finalmente por acontecer.
Referindo-se a essa recondução, antes de viajar para a cimeira Afro-Árabe na Líbia, o Presidente de República Malam Bacai Sanhá disse esperar que a comunidade internacional compreenda, tal como tem compreendido, a posição das autoridades guineenses.
“Tudo quanto poderá vir como ajuda ou como assistência terá que assentar numa base sólida de paz e estabilidade. Esse decreto é uma tentativa do poder legitimo da Guiné-Bissau para criar um clima de estabilidade e paz, propicio para a implementação das reformas na defesa e segurança”, disse Bacai Sanhá.
Cimeira Afro-Árabe
O chefe de Estado guineense participa na cimeira Afro-Árabe que deve analisar as perspectivas de cooperação no domínio cientifico, económico cultural e desportivo.
“Esperamos que a cimeira contribua para o reforço das nossas relações de cooperação com o mundo árabe em geral e com os países árabes do Magreb, nossos vizinhos”, Sanhá.
Sob proposta do governo e ouvido o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, o presidente Bacai Sanhá nomeou ainda o Comodoro Estêvão Nanema para o cargo de Inspector Geral das Forças Armadas e o Major General Mamadu Turé como Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas.

Bissau, 09 out (Lusa) -- A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton, "lamentou profundamente" a nomeação do almirante Bubo Na Tchuto para chefe do Estado-maior da Armada da Guiné-Bissau.


"A Alta Representante lamenta profundamente a nomeação do almirante José Américo Bubu Na Tchuto como o chefe da Marinha", afirmou o porta-voz de Catherine Ashton em comunicado divulgado sexta feira.
Segundo o documento, "Bubo Na Tchuto desempenhou um papel destabilizador no motim de 01 de abril e está sujeito a sanções por parte dos parceiros internacionais por alegado envolvimento em actividade ilícitas".


"O Estado-Maior General acompanha o debate em torno do envio de uma eventual força de estabilização para o país e aguarda por uma proposta formal sobre o assunto" indicou um oficial superior.
Da Redação, com agência
Bissau - As Forças Armadas da Guiné- Bissau aguardam por uma proposta clara sobre a possibilidade de envio de uma força internacional de estabilização para o país, informa a Panapress, a partir de notícia apurada junto a uma fonte militar.

"O Estado-Maior General acompanha o debate em torno do envio de uma eventual força de estabilização para o país e aguarda por uma proposta formal sobre o assunto" indicou um oficial superior das Forças Armadas sob anonimato.

Segundo a fonte, o debate em torno da possível vinda de tropas estrangeiras carece de transparência por parte dos seus protagonistas.

"Não se envia de qualquer maneira uma força militar para um país. Em toda parte do mundo, as missões de observação, de interposição ou de estabilização obedecem, cada qual, a uma situação concreta que justifique o seu desdobramento", argumentou.

Na sua análise, "a situação atual da Guiné-Bissau não precisa de uma dessas forças, uma vez que o país não está em conflito armado e tem as suas instituições legítimas a funcionar".

Quanto ao mandato e à composição da eventual força, a fonte disse que "precisamos de saber se esta força partilhará connosco as mesmas casernas sem luz eléctrica e água potável ou se terá um estatuto especial".


Sobre as alegadas guerras políticas nas Forças Armadas políticas entre o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, a fonte disse existir "desde os acontecimentos de 1 de Abril último um novo dinamismo de neutralidade em relação à jogada dos políticos".

A 1 de Abril, o general António Indjai, atual chefe do Estado- Maior das Forças Armadas, liderou uma rebelião que culminou na destituição e no encarceramento até esta data do seu antecessor, o almirante Zamora Induta, e na detenção do primeiro-ministro, que foi depois libertado.

"Não podemos aceitar mais que os políticos nos utilizem para fins puramente políticos", garantiu o oficial superior, acrescentando que "o mais importante para nós nesse momento é a reforma condigna no setor da defesa e segurança".
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    Nota da redação

    Caros visitantes,
    Infelizmente não tem sido possível dar continuidade a este projeto. O blog continuará disponível, na esperança de que um dia possamos retomar a postagem diária de notícias do nosso país.
    A todos o nosso muito obrigado.
    Um abraço!