Bissau - Pelo menos 30 chefes religiosos muçulmanos e anciões apresentaram hoje (quarta-feira) votos de solidariedade ao primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, alvo de críticas de partidos da oposição que pedem a sua demissão do cargo, noticia a LUSA
Num encontro aberto aos jornalistas no salão onde decorre o Conselho de Ministros, a delegação, chefiada por Alanso Faty, vice-presidente do Conselho Nacional Islâmico, disse ao chefe do Governo que quiseram manifestar-lhe a sua solidariedade.
"Estamos aqui como chefes religiosos que somos, muçulmanos, não estamos aqui para dizer este tem razão ou aquele tem culpa, não. O que queremos é manifestar a nossa solidariedade ao primeiro-ministro e pedir-lhe que continue a levar a Guiné-Bissau para a frente", indicou Alanso Faty.
Em nome dos imãs, Mamadu Ali Djaló, da mesquita de Bissau, afirmou que os políticos deviam ter em conta que a estabilidade "é o bem fundamental e que todos precisam dela", pelo que pediu aos partidos políticos que a preservem.
Os chefes muçulmanos alertaram os partidos políticos sobre a proximidade do "mês sagrado" que é o Ramadão e que deve ocorrer em Agosto de 2011, lembrando que "era bom que não houvesse perturbações" no país.
Um grupo de 17 partidos da oposição, embora a maioria sem representação parlamentar, está a exigir a demissão de Carlos Gomes Júnior através de manifestações nas ruas de Bissau.
O grupo, encabeçado pelo Partido da Renovação Social (PRS), principal força da oposição, diz que Carlos Gomes Júnior tem que sair da chefia do Governo para responder perante a justiça por alegados crimes, nomeadamente, a responsabilidade ou cumplicidade pelos assassínios de figuras políticas do país em 2009, entre as quais o ex-Presidente 'Nino' Vieira.
Na sequência destas acusações, o chefe do Governo pediu à Procuradoria-Geral da República a abertura de um inquérito.
O primeiro-ministro disse aos chefes muçulmanos que vai continuar "a servir o povo da Guiné-Bissau" e que jamais se vai demitir do cargo para o qual foi eleito nas urnas.
Bissau - O primeiro-ministro guineense exigiu hoje (quarta-feira) ao Procurador-Geral da República a abertura de inquéritos para apurar as graves acusações que foram feitas terça-feira pelos partidos da oposição, noticia a LUSA.
Terça-feira, numa manifestação convocada por partidos da oposição, Carlos Gomes Júnior foi acusado de envolvimento na morte, nomeadamente, do antigo Presidente Nino Vieira e do antigo chefe de estado-maior general das Forças Armadas, Tagmé Na Waie.
A iniciativa decorreu sem incidentes, mas manifestantes terão, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, atirado pedras a um familiar de Carlos Gomes Júnior.
Pela "clara tentativa" de provocar "ofensas corporais graves" e pelos insultos "fáceis e cobardes", o primeiro-ministro exige a abertura de inquéritos e reserva-se "o direito de perseguir criminalmente os autores de tais acusações".
"O gabinete do primeiro-ministro quer assegurar a todo o povo da Guiné-Bissau que não existe nem nunca existirá nenhuma acusação formal contra o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, pela prática de crimes de sangue", diz o comunicado.
Carlos Gomes Júnior considera que os insultos "extravasaram de longe o âmbito da luta política", que atingiram a honra e consideração de familiares directos do chefe de governo, e que os organizadores da marcha não tiveram capacidade para o controlo da mesma.
No comunicado condena-se ainda o clima de ódio e violência e se afirmaque as palavras de ordem que foram usadas são suscetíveis de "provocar uma deriva grave na ordem política e social".
Oposição planeia continuar manifestações
Por Lassana Cassamá | Bissau
Foto: AFP
Carlos Gomes Júnior disse aceitar a manifestação porquanto ser democrata, mas disse não haver motivos para perturbações.
Guine Bissau: chefe do governo aceita eleições antecipadas
O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse que está pronto a aceitar eleições antecipadas no país.
O chefe do governo guineense reagia assim a manifestações organizadas pela oposição exigindo a sua demissão.
A oposição disse que vai continuar a manifestar-se nas ruas e convocou já uma nova marcha de protesto para a proxima semana.
"Estou pronto a aceitar eleições antecipadas," disse o chefe do governo que falava Quinta-feira a tarde no lançamento da primeira pedra para a reconstrução do mercado central de Bissau, destruído durante o conflito político militar de 7 de Junho de 1998.
O primeiro ministro guineense recordou o trabalho do seu governo em estabilizar a situação no país e na recosntrução de infraestruturas e convidou a oposição a dar o seu contributo-
A oposição acusa-o de responsabilidade no caso 4 e 5 de Junho de 2009, em que foram mortos Baciro Dabo e Hélder Proença.
O primeiro-ministro rejeita estas acusações, afirmando tratar-se de calúnias, visando atingir negativamente a sua imagem e com isso elimina-lo política e fisícamente.
Eleições: PM guineense espera de futuro Governo português um "reforço da cooperação"
08 de Junho de 2011, 14:55
Bissau, 08 jun (Lusa) -- O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje que espera do futuro Governo português um "reforço da cooperação" com o seu país.
"Esperamos uma vontade do reforço da cooperação entre o Governo da Guiné-Bissau e o Governo de Portugal, assim como tivemos um bom desempenho com o engenheiro José Sócrates", afirmou Carlos Gomes Júnior, no final de um encontro com uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Carlos Gomes Júnior aproveitou também para agradecer ao primeiro-ministro demissionário "todo o apoio e todo o acompanhamento" que deu à Guiné-Bissau.
Nas declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro guineense lembrou que a Guiné-Bissau "pode servir como porta de entrada de empresários portugueses para toda a zona da União Económica Monetária da África Ocidental e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental".
"Nós estamos disponíveis para trabalhar para a amizade e cooperação entre os nossos povos", concluiu.
Esta semana, o primeiro-ministro guineense já tinha felicitado o povo português pela realização das legislativas do passado domingo, que deram a vitória ao PSD.
MSE.
Lusa/Fim
Equipa inicia esta quarta-feira visita ao país
O primeiro-ministro guinnense Carlos Gomes Júnior reune-se esta quarta-feira com equipa monetária
Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), liderada por Paulo Drummond, inicia esta quarta-feira uma visita à Guiné-Bissau para mais uma avaliação à situação económica do país.
Durante a sua estada no país, a missão deverá reunir-se com vários representantes ministeriais e com o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, e realizar uma apresentação pública dos resultados preliminares.
A missão do FMI vai analisar o desempenho fiscal, a agenda das reformas estruturais, a execução do orçamental durante o ano corrente e iniciar os trabalhos relativos ao Orçamento Geral do Estado para 2012.
Na sua última visita ao país, em Março, a missão do FMI considerou que a Guiné-Bissau "continuou a progredir no processo de estabilização da economia".
"Estima-se que o crescimento económico (em 2010) se tenha situado em cerca de 3,5 por cento, apoiado pela recuperação de preço de exportação do caju e pela retoma no sector da construção civil", referiu em comunicado.
O FMI também considerou que em 2010, o país prosseguiu com as reformas estruturais. Em Dezembro, a Guiné-Bissau beneficiou de alívio da dívida ao abrigo da Iniciativa para os Países Pobres Altamente Endividados no valor de 1,2 mil milhões de dólares.
O P.M. da Guiné Bissau, Carlos Gomes Jr., fez hoje uma curta escala em Paris, a caminho de Timor Leste, onde vai participar nas celebrações do nono aniversário da independência deste País.
Aproveitando esta oportunidade, a R.F.I. evocou com o chefe do executivo bissau- guineense alguns dos pontos que fazem a actualidade do seu País
Lusa
20:36 Quarta feira, 11 de maio de 2011
Bissau, 11 mai (Lusa) -- O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, negou hoje que o seu país seja um narco-estado embora admita "muitas fragilidades".
Em declarações à agência Lusa e RTP-África, à margem da abertura de uma reunião dos ministros do emprego e formação profissional da UEMOA, Carlos Gomes Júnior reagiu às acusações feitas por responsáveis do G8 reunidos em Paris segundo os quais a Guiné-Bissau seria um dos quatro países africanos por onde passa a droga em direção à Europa.
A posição foi sustentada por um especialista na luta contra a droga presente na reunião, segundo o qual a Guiné-Bissau é hoje considerada um verdadeiro "narco-estado".
De Fernando Paula Brito (LUSA) – há 2 dias
Durão Barroso destaca importância de
força de estabilização na Guiné-Bissau
Bruxelas, 29 mar (Lusa) -- A União Europeia mostrou-se hoje, em Bruxelas, disposta a retomar a cooperação política e económica normal com a Guiné-Bissau se este país cumprir uma série de condições para garantir o respeito pelos direitos humanos, democracia e Estado de Direito.
Uma delegação da Guiné-Bissau liderada pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, esteve hoje na sede do Conselho da UE para "consultas" pedidas pela União Europeia, que pretende esclarecer se este país desrespeitou elementos essenciais do Acordo de Cotonu.
Uma delegação chefiada pelo Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior encontra-se em Bruxelas, numa derradeira tentativa para evitar a adopção de sanções contra o país.
João Vaz Mané, Presidente do Observatório dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau refere que a eventual adopção de sanções seria contraproducente e considera igualmente que o país tem demonstrado o seu empenho em restabelecer a normalidade democrática no seu território.
Fonte: Rádio de Angola 21-03-2011
Enquanto não existirem provas do envolvimento de chefes militares em tráficos de drogas na Guiné – Bissau, não se vai tomar nenhuma medida baseada apenas em «simples acusações», disse o Primeiro – Ministro guineense aos enviados da RNA.
Carlos Gomes Júnior frisou que num Estado de direito todo o cidadão é inocente enquanto não existirem provas concretas.
“Trata-se de um flagelo não só da Guiné – Bissau, mas do Mundo inteiro, nós temos acordos com os Estados Unidos da América e a Venezuela, para nos ajudar a ultrapassar as dificuldades que temos. A Guiné – Bissau é um país carente, com um GAP financeiro muito grande e só com recursos internos é difícil fazer este combate, por isso contamos também com a comunidade internacional”, frisou à Reportagem da RNA.
Por outro lado, o Primeiro – ministro guineense enalteceu o gesto do Presidente José Eduardo Dos Santos em estar sempre com o Governo e o povo da Guiné nos seus momentos mais difíceis.
Carlos Gomes Júnior disse que a delegação angolana é bem vinda na Guiné – Bissau, para este trabalho de desenvolvimento económico, como país irmão e companheiro de luta.
Angop
Encontro de cortesia entre a delegação angolana e o primeiro ministro da Guiné Bissau,Carlos Gomes Júnior
Bissau (Do enviado especial) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, enalteceu hoje, domingo, em Bissau, o apoio que o Governo e o Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, têm dado para a estabilização da situação no seu país.
Carlos Gomes Júnior exprimiu este sentimento durante um encontro de cortesia que manteve com a delegação angolana que desde sexta-feira efectua uma visita de trabalho de três dias à Guiné-Bissau, no âmbito do reforço da cooperação bilateral.
Pediu ao chefe da caravana, o ministro da Defesa, Cândido Pereira Van-Dúnem, para transmitir ao Presidente José Eduardo dos Santos, ao Executivo angolano e à direcção do MPLA, o reconhecimento do povo da Guiné Bissau pelo apoio que têm concedido ao Governo deste país, nos momentos mais difíceis.
“Queremos dizer à delegação angolana que estamos na pátria de Amílcar Cabral, fundador da República da Guiné-Bissau e do PAIGV, partido irmão do MPLA, que sempre estiveram na mesma trincheira de luta e hoje, mais do que nunca, devem estar juntos na batalha pelo desenvolvimento económico e social”, rematou.
Carlos Gomes convidou os angolanos a investirem na Guiné-Bissau, assim como aqueles que quiserem apoiar o processo de reforma das forças armadas do país, tranquilizando que a situação política no país é estável.
“Nós entendemos que Angola é o parceiro ideal porque é falante da mesma língua, o português”, sublinhou exaltando o facto de José Eduardo dos Santos ser actualmente o presidente em exercício da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP).
“Pensamos que a vinda dessa delegação é muito importante para nos ajudar a estabilizar o país, porque sem estabilidade não podemos pensar em desenvolvimento económico do país”, pontualizou.
Bissau – O primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, vai deslocar-se a Bruxelas na próxima semana, para analisar questões relacionadas com a cooperação.
Numa altura em que as relações da cooperaçao entre a Guiné-Bissau e os parceiros internacionais não correm de feição, o chefe do Executivo guineense, Carlos Gomes Júnior fará uma visita de alguns dias, durante a próxima semana, a Bruxelas, para consultas em matéria de cooperaçao com a União Europeia. Os 27 têm sido financiadores de vários projectos realizados na Guiné-Bissau.
Carlos Gomes Júnior irá acompanhado por alguns ministros que fazem parte do seu Governo, e terá uma agenda carregada de vários encontros com diferentes orgãos para analisar e reforçar muitas questões relacionadas com a cooperação para o desenvolvimento existente entre Bissau e A União Europeia.
Contactado pela PNN, o Gabinete da Assessoria de Imprensa da Primatura Guineense,confirmou a viagem mas sem avançar detalhes sobre a deslocação do primeiro-ministro guineense junto dos seus parceiros europeus da cooperaçao.
Braima Camará
(c) PNN Portuguese News Network
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, convenceu os dois sindicatos dos professores, em greve há mais de duas semanas, a retomarem amanhã as aulas. "A partir de agora haverá paz no sector do ensino", disse Carlos Gomes Júnior na sexta-feira, à saída de uma reunião com os representantes do Sindeprof (Sindicato democrático dos professores) e Sinaprof (Sindicato Nacional dos Professores).
Os sindicatos prometiam mais duas semanas de greve, em reivindicação pelos salários em atraso, a adopção do estatuto da carreira docente e divergências sobre os descontos do salário aos docentes que aderiram às greves anteriores.
Com o compromisso do Governo, os professores poderão receber um dos quatro meses de salário em atraso referente ao ano de 2008, não havendo o desconto das faltas relacionadas com as greves anteriores. Os professores estão dispostos a alargar o período lectivo mais um mês, para compensar as aulas perdidas com as greves.
Hadja Satu Camara, Mindjer Garandi
Nesta última semana, duas mulheres chamaram a atenção do MIB na midia: Dilma Rousseff tornou-se a primeira “presidenta” do Brasil e Hadja Satú Camara tornou-se a primeira Ministra do Interior a criar polémica por, segundo se tem dito, se recusar a acatar a ordem de suspensão vinda do Primeiro Ministro. A ministra desmentiu essa notícia numa entrevista exclusiva ao Ditadura do Consenso. Se você ainda não está a par das "cenas dos últimos episódios", leia! Clique nas manchetes abaixo para ser direcionado às reportagens:
Não perca o próximo episódio porque nós também não! [voz do narrador de Dragon Ball]
Sebastião Isata continua a dar bons sinais de que atenderá às espectativas dos guineenses que confiam nele para desenvolver um bom trabalho durante a sua missão na Guiné-Bissau. Veja na íntegra a entrevista concedida à Panapress, onde afirma que a Guiné-Bissau terá em breve uma lei que criminalize o narcotráfico – o que todos sabemos que é um dos primeiros passos para se poder julgar aqueles acusados de tráfico de drogas. Viva!
No dia 11/11/10, Angola completará 35 anos de independência dos ex-colonos portugueses. O guerra civil naquele país terminou em 2002 e,desde então, tem-se verificado altissimos níveis de crescimento e desenvolvimento em Angola. Na reportagem publicada no jornal angolano O País, em 01/11, o Secretário de Estado da Juventude e Desportos da Guiné-Bissau, mostra-se satisfeito pelo desenvolvimento que observou em Angola e fala da boa relação de cooperação, et cetera, et cetera. Tomara que ele se sinta inspirado pelo exemplo angolano de trabalho e desenvolvimento, e que tenha forças para replicá-lo naquilo que o concerne, na Guiné-Bissau.
31.Out - Sua exclência o Presidente da República Democrática da Guiné-Bissau saiu do hospital em Dakar, onde se encontrava a realizar exames médicos de rotina desde 24/10, por não ter no seu próprio país os meios necessários para cuidar nem da sua saúde nem da dos seus compatriotas.
De acordo com o Diário Digital/Lusa, “o Presidente guineense seguiu do hospital para «uma residência oficial de hóspede, disponibilizada pelas autoridades senegalesas».” É uma pena que essa gentileza – entre muitas outras – não possa ser retribuída, pois a Guiné-Bissau é, hoje em dia, o país do “venha-a-nós-vosso-reino-nada”.
Nem o Presidente nem os cidadãos de um país soberano deveriam ter que se deslocar a cidades de outros paises para efectuar exames e procedimentos médicos de rotina – isto não é normal, nem correcto e muito menos aceitável. A Guiné-Bissau não deveria se comportar como se fosse uma província do Senegal – o guineense tem que conquistar o seu respeito através do trabalho para poder cantar o seu hino com orgulho ao invés de vergonha.
Se países com muito menos recursos naturais, como Cabo Verde, por exemplo, conseguem fazer um optimo trabalho e rumar ao desenvolvimento, porque é que a Guiné-Bissau continua a regredir? Todos nós sabemos a resposta para esta questão: o desenvolvimento de um pais é reflexo do trabalho dos homens e mulheres que compõem, e apesar de existirem muitos guineenses de valor, infelizmente, ainda há muitos, muitos analfabetos ignorantes e temos nas Forças Armadas e na Política aqueles que são os principais culpados da nossa desgraça.
Se ao menos houvesse entre eles mais gente inteligente e disposta a usar essa inteligência para construir e não para destruir... Se ao menos houvese entre eles gente com brio, disciplina e vontade de deixar um limpo e bom nome nas páginas da história...
Tivemos um presidente que em mais de duas décadas não foi capaz de erguer um único monumento em sua própria honra, mas destruiu aqueles que foram deixados pelos ex-colonos, nosso património histório. Durante estas 3 décadas de independência, praticamente só se destruiu. Qualquer um que viveu ou vê fotos do passado, daquilo que foi outrora a Guiné-Bissau, e se confronta com a dura realidade do presente o pode constatar.
Republica Democrática da Guiné-Bissau. Democrática? Não, creio que nunca foi. Vive-se no país uma autêntica ditadura disfarçada e todos o sabem. Mas o problema não é o nome que se dá ao problema, mas a solução que se encontra para ele. Duvido que a maioria dos guineenses se importasse de viver numa ditadura consciente, uma em que exista ordem e disciplina, em que o país se beneficiasse. Afinal, poucos países foram desenvolvidos democraticamente e há uma boa razão para tal: só canta um galo de cada vez em cada capoeira.
A democracia não é para todos, é preciso estar preparado para tal sistema e até que se esteja preparado, ela não será mais do que uma ilusão para os tolos. Um bom exemplo disso é o facto de 90% dos guineenses não manifestarem as suas opiniões nos blogues e sites que acessam para ler as notícias sobre o seu próprio país – e estes são a pequena parcela da população guineense que tem acesso à Internet. Se não conseguem ser participativos no meio mais livre que existe, mesmo que virtual e anonimamente, como o farão em situações da “vida real”? Será que são todos covardes ou será porque não se importam, acham que não faz diferença ou não está nas suas mãos? Vá lá, não é preciso ter "quatro cucus di obo" para ser um cidadão ou cidadã consciente!
O tão cobiçado poder está diluído em diversas mãos que não sabem o que fazer com ele. Falta-lhes quase tudo: das boas intenções às competências para fazer acontecer as mudanças à visão de longo prazo. Será que eles não sentem vontade de realizar na Guiné-Bissau as coisas boas e bonitas que vêm nas suas muitas missões de serviço ao exterior? Será que eles só querem fama e dinheiro hoje, para conquistar mais amantes, mas não se preocupam com a glória eterna? Não lhes importa ser aquele que ficará para sempre lembrado como o líder da nação? Muita ganância e pouca ambição...
Se ao menos tivessemos UM HOMEM, UM LIDER com carácter e competência para endireitar o país... Se ao menos um desses que nos desgraçam tivesse bom sintido e se sentisse envergonhado pelo estado em que a nossa terra se encontra... Se ao menos um deles tivesse o orgulho ferido e sentisse a revolta que eu sinto...
Continuemos a seguir atentamente os próximos episódios desta comédia tragicamente dramática. Ou será tragédica cómicamente dramática?
Bissau, Guiné-Bissau (PANA) -A consolidação da justiça constitui um fator essencial para a construção da paz e da estabilidade, afirmou o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior. O chefe do Governo, que falava quarta-feira no ato do encerramento do Primeiro Fórum Nacional da Justiça, afirmou que só com estabilidade política e o setor da justiça a funcionar "adequadamente" o país poderá transmitir um "sentimento de segurança jurídica". "A justiça precisa de se estabelecer não só em termos funcionais, mas também em termos institucionais. Assim faremos esforços necessários para atender todas as questões relacionadas com as infraestruturas", prometeu Carlos Gomes Júnior. Acrescentou que faz parte da agenda do seu Executivo "a construção e a reabilitação de edifícios para os tribunais, dos registos e notariados e dos estabelecimentos prisionais". O primeiro-ministro garantiu que as conclusões tiradas deste encontro serão incorporadas no documento definitivo da Política Nacional para o setor da justiça nos próximos anos. Organizado pelo Ministério de Justiça com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o fórum de dois dias juntou representantes do Estado, da sociedade civil, das autoridades tradicionais e da comunidade internacional com vista a definir uma política nacional para o setor da justiça. Repartidos em cinco grupos, os participantes na reunião produziram um documento com uma síntese de recomendações, nomeadamente nos domínios das infraestruturas, da reforma legislativa, da formação profissional e da capacitação, do acesso à justiça e da cidadania.
[...] Por outro lado, foi manchete na imprensa, durante a semana em referência, a notícia sobre a solicitação da força de estabilização pelo Governo da Guiné-Bissau, segundo declarações do seu primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior à saída de uma audiência com o presidente da Comissão da União Europeia (UE), José Manuel Durão Barroso, na segunda-feira em Bruxelas, a capital belga.
Mas o anúncio do Primeiro-ministro sobre o envio pelo Presidente bissau-guineense de uma carta solicitando a vinda de tropas estrangeiras contraria Malam Bacai Sanhá, que afirmara num discurso alusivo ao 37º aniversário da independência do país, "nunca ter tomado ou imposto uma decisão sobre esta matéria".
Então?
As tropas da "força de estabilização" vão ou não vão para a Guiné-Bissau?
A Guiné Bissau deu o seu acordo para a entrada de uma missão de estabilização internacional no país e o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior foi a Bruxelas dar a notícia em primeira mão ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que garantiu seu apoio.
Durão Barroso defendeu a presença de um força de estabilização formada por parceiros africanos, considerando-a importante para o restabelecimento da "confiança internacional" no país. Carlos Gomes Júnior, por sua vez, indicou que o presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, endereçou uma carta à CEDEAO (Comunidade dos Países da África Ocidental) e à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) convidando estes parceiros a integrarem essa força de estabilização.
O encontro foi dominado pelas questões de segurança do país e das reformas que Bissau precisa fazer para continuar a receber o apoio da União Europeia.
Carlos Gomes Júnior disse ainda esperar que a missão de estabilização ajude o país a ter "forças armadas que obedeçam ao poder político" e forças de segurança que assegurem efetivamente a "segurança interna e externa para combater o crime organizado e o narcotráfico".