| 2011-04-26 13:09:15 |
Moscovo – O perito russo do Instituto de Problemas Médico-Biológicos, Valeri Bogomolov, apesar de reconhecer benefícios na “influência positiva” que as mulheres exercem sobre os homens, é de opinião de que não devem ser incluídas nas tripulações que irão viajar para Marte, pois estas viagens implicam "sérias cargas físicas, psíquicas e emocionais”.
As viagens a Marte implicam, além de um grande período de permanência nas condições duras do espaço, "sérias cargas físicas, psíquicas e emocionais". "Desse ponto de vista, é preferível enviar uma tripulação puramente masculina", declarou Bogomolov, que escolheu apenas homens para a experiência de uma imitação do voo a Marte, que decorre em Moscovo.
"Frequentemente, uma atitude atenciosa para com a mulher pode ser por ela entendida como uma ofensa, uma humilhação da dignidade ou mesmo assédio sexual. A igualdade de sexos na actividade profissional é um fetiche para os americanos. Na Rússia e nos Estados Unidos há mentalidades e tradições diferentes quanto às relações entre sexos, o que se reflecte em diferentes abordagens deste problema e na prática da medicina espacial", esclareceu o cientista.
A União Soviética enviou para o espaço duas mulheres: Valentina Terechkova e Svetlana Savitskaia. A Rússia tem apenas uma mulher cosmonauta: Elena Serova.
(c) PNN Portuguese News Network
06-05-2011 14:16 - Rússia
Esta tomada de posição de Joaquim Crima, que ficou conhecido pela alcunha "Obama russo", foi realizada na véspera da Conferência Regional do Rússia Unida, que terá brevemente lugar em Volgogrado, com a participação do primeiro-ministro russo.
Numa mensagem enviada a Putin, que conheceu no ano passado quando o primeiro-ministro visitou a região, o guineense justifica a sua decisão com o facto de o Rússia Unida estar a perder a confiança do povo.
"No último ano, o nível de confiança no Rússia Unida na nossa região de Volgogrado caiu significativamente. E essa opinião não é só minha, foi publicamente revelada há pouco tempo pelo governador da nossa região. Os habitantes de Volgogrado perdem a confiança no poder, no partido do poder, não veem mudanças positivas na sua vida", escreve Crima.
"Entre as declarações programáticas do Partido da Rússia Unida nas eleições passadas estavam, por exemplo, as promessas de aumentar os salários dos funcionários públicos, controlar os preços dos produtos alimentares essenciais, não permitir o aumento do preço dos serviços comunais. Nada disso foi cumprido", considera o guineense.
Segundo Crima, há contudo "dinheiro para aumentar regularmente os salários dos burocratas numa região que não é muito rica".
Joaquim Crima é da opinião que o Rússia Unida se transforma cada vez mais num partido de burocratas.
"No verão passado, quando os incêndios devoravam os arredores de Moscovo, eu tive a ideia de enviar ajuda humanitária. Tratou-se de um desejo normal de ajudar as pessoas. Conseguimos juntar 20 toneladas de melancias. Faltava apenas transportá-las para a região. Dirigi-me à organização regional do Rússia Unida, mas em vão, encontrei uma parede de indiferença face à desgraça alheia. As melancias acabaram por apodrecer", exemplifica ele.
Porém, o guineense frisa: "Continuo a ser um ardente adepto da política de modernização da Rússia, realizada por si e pelo Presidente Dmitri Medvedev".
Crima anunciou também que pretende aderir ao Partido Rússia Justa, força política que pretende ser o centro da oposição à Rússia Justa.
Crima nasceu na Guiné-Bissau em 1972. Depois de estudar Quimíca e Biologia na Rússia, formou família aqui. Vendedor de melancias junto a uma estrada, tornou-se conhecido quando se decidiu candidatar à presidência de um concelho da região de Volgogrado, a sul de Moscovo, em 2010.
Rapidamente conquistou popularidade entre a população com o seu humor e aplicação no trabalho. Prometeu "trabalhar como um negro" caso vencesse as eleições.
O guineense foi derrotado por um concorrente apoiado pelo Partido da Rússia Unida, mas a sua popularidade continuou a ser grande.
Os cerca de 20 estudantes guineenses que se formaram na Rússia não podem regressar ao país porque o governo não se digna a pagar as duas passagens e eles mesmos não têm recursos para tal. São obrigados a passar por privações e humilhações, e a ficar ilegalmente num país estranho.
«Estamos a viver uma situação muito difícil, alguns alunos já foram expulsos das residências e não têm onde viver. A autorização de residência já caducou e não sabemos quando é que o problema irá ser tratado», declarou à Lusa, por telefone, Iancuda Sanha, dirigente da Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Voronej, cidade russa situada ao sul de Moscovo. [Leia a notícia na íntegra neste link]
Até quando o Estado guineense vai ignorar o valor dos estudantes e profissionais? Já não se investe o suficiente em educação e quando há bolsas de estudos é um tuful-tafal. Um jovem luta para obter conhecimento e uma formação profissional, quer voltar ao seu país para contribuir e não pode. Os que conseguem voltar correm o risco de não conseguir emprego ou receber um salário miserável. São escassas as boas oportunidades. Muitos querem voltar, mas não condições nem sequer para trabalhar e viver condignamente.
Quando é que os governantes vão finalmente perceber que é preciso investir na educação das crianças e jovens para que um dia possamos sair desse caos em que estamos? Se já perceberam isso, porque não agem?
Somos um dos países mais pobres do mundo. Mendigamos para tudo menos para apoios nas áreas de educação e saúde. Porquê ? Os inteligentes saberão responder a essa pergunta sem dificuldades. Parece que estão todos 100% concentrados na reforma do sector de (in)"segurança" e os demais sectores ficaram esquecidos. Nunca vamos progredir se for dada atenção a um problema de cada vez, porque enquanto se resolve um, os outros todos pioram. Tem que ser feita uma reforma simultânea dos principais sectores, é a única solução.
O cidadão e estudante guineense merece dignidade. Ainda há muitos - acredito que sejamos a maioria - que ainda acreditam na Guiné-Bissau. Digo ainda porque está-se a tornar cada vez mais difícil sonhar com uma Guiné que nos permita ter orgulho da nossa nacionalidade. Um país de verdade.
Por outro lado ...
Angolanos e espanhóis querem começar a ter ligações aéreas com Bissau
Bissau, 30 set (Lusa) -- O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, anunciou hoje que Angola e Espanha estão interessados em estabelecer ligações aéreas com o país.
"A TAAG (linhas aéreas de Angola) deverá alargar a sua ação para a Guiné-Bissau, bem como uma companhia espanhola que quer fazer voos regulares entre Bissau e Madrid e Bissau e Barcelona", disse o primeiro ministro, em conferência de imprensa.
Carlos Gomes Júnior disse que também "há um grupo espanhol que se propõe restaurar todo o aeroporto internacional Osvaldo Vieira e construir um hotel de cinco estrelas".
E eu me pergunto: a troco de quê?
Mais opção para os poucos que conseguem um visto para viajar é uma optima notícia. Mas não devemos ser ingénuos e acreditar que essas benfeitorias serão feitas "de grátis". E neste momento não precisamos de mais hotéis, pois os que já existem são caros e estão sempre com vagas de sobra. Que tal se construíssem um hospital ou uma escola de cinco estrelas? Fica a sugestão.
De acordo com o noticiado no portal ANGOP no dia 25 de Setembro, governo angolano já engajou 30 milhões de dólares para a reforma do sector da defesa e segurança na Guiné-Bissau.
Essa mesma fonte cita o Sr. George Chicoty :
"Queremos que a situação mude na Guiné-Bissau. Que haja um engajamento das próprias entidades guineenses, para que a comunidade internacional possa mobilizar-se a seu favor. Este é o espírito geral".
Disse que a comunidade internacional continua a pedir a libertação das pessoas detidas no rescaldo dos acontecimentos de 01 de Abril, mas que tudo depende da situação global de estabilidade política dentro da Guiné-Bissau e das instituições que podem levar a cabo o processo do inquérito e dos tribunais.
Ora aí está um bom conselho para os governantes da GB. Se ao menos eles dessem ouvidos...
Ao invés disso, ficam num chove-e-não-molha em relação ao envio de forças de estabilização para o país e numa birra com a União Européia, que demonstra ter uma paciência de santo - mas sabemos que é finita.
O portal Africa21 anunciou anteontem (29) que a União Européia projecta a retomada da missão na Guiné-Bissau e o ANGOP noticiou ontem que "PM negocia em Bruxelas a continuidade da missão da UE no país".
Como se negocia quando não se tem poder de barganha?
De acordo com o portal ANGOP, Durão Barroso afirmou que
“É isso que nós estamos a negociar. A nossa deslocação a Bruxelas permitiu patentear toda a nossa disponibilidade, porque a Guiné-Bissau é um Estado frágil, é um Estado carente e nós não podemos sozinhos dizer que vamos caminhar", salientou.
"Penso que há uma porta aberta, é preciso que a Guiné-Bissau se comprometam em respeitar os princípios negociados", disse.
A missão da União Europeia para a Reforma do Sector de Defesa e Segurança terminou hoje o seu mandato na Guiné-Bissau, que não foi renovado devido aos acontecimentos de 01 de Abril. A União Europeia decidiu acabar com missão, porque houve "desrespeito pelo Estado de Direito" no país com a intervenção militar de Abril, e a consequente nomeação do general António Indjai para chefe das Forças Armadas.
01 de Abril, 07 de Junho, 24 de Setembro, 14 de Novembro ... vou jogar esses números na loteria para ver se algo bom resulta deles.
Ah! No próximo dia 09 terá lugar, em Luanda, o jogo de futebol entre as seleções de Angola e Guiné-Bissau, na segunda etapa de classificação para o CAN 2012.
Neste momento, Angola e Quénia ocupam o último lugar, enquanto a Guiné-Bissau e Uganda partilham a liderança do grupo com três pontos cada.
Vou torcer com toda a minha fé nos nossos meninos. A nação guineense merece um motivo para se orgulhar. Força, Djurtús!
De acordo com o Ditadura do Consenso, o governo angolano mandará um avião para transportar a seleção guineense para o jogo em Luanda. Que chic! Será que não poderiam fazer um detour e dar uma boleia aos estudantes que estão forontados na Rússia?