Article posté le 23-05-2011Clique aqui para visitar o site do jornal Gazeta de Notícias!
A Directora da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau disse à AFP que pediu demissão após ameaças de morte de traficantes de drogas.A Guiné-Bissau é descrito como um importante ponto de trânsito para o tráfico de drogas da América do Sul para a Europa."Criei um sistema que começou a dar frutos, porque a droga tem diminuído na Guiné-Bissau.Isso pode ser o que tem perturbado as redes e os seus cúmplices locais ", disse Lucinda Barbosa Ahucarié."Eles queriam a minha cabeça. Então eu prefiro retirar-me, porque não existem condições mais para a minha segurança ", acrescentou a Ahucarié que foi chefe da Direcção da Polícia Judiciária desde 2007.Em uma carta enviada na semana passada ao ministro da Justiça, Mamadu Saliu Djaló Pires, Lucinda Ahucarié explica: "Eu sou objeto de ameaças de morte e eu sofria constantemente pressões que me impedem de efetivamente liderar a luta contra as redes de tráfico de drogas. "A demissão de Ahucarié "foi aceite", disse uma fonte próxima ao ministro da justiça. Ela foi temporariamente substituída por um magistrado.Desde sua chegada a chefe da polícia judiciária, o objetivo de Ahucarié era neutralizar os traficantes que operam na Guiné-Bissau.
Moçambique: Demitiu-se presidente do Conselho Constitucional
Luis Mondlane cedeu às pressões na sequência de vários escândalos
Por William Mapote, VoaNews
Luís Mondlane, apresentou esta quinta-feira a sua demissão do cargo que ocupa há dois anos, pressionado pelos escândalos que o envolvem na administração financeira e controvérsia sobre a nomeação da nova secretária-geral da instituição.
Através de um comunicado de imprensa emitido no início da tarde, Mondlane justifica a medida, já comunicada ao chefe de estado, com o interesse de "contribuir para a salvaguarda da paz e estabilidade do país, abrindo espaço para a consolidação da democracia e do estado de direito democrático".
Luís mondlane diz deixar o Conselho constitucional convicto de ter dado o seu melhor para o desenvolvimento da instituição, no âmbito interno e na projecção de uma melhor imagem ao nível internacional.
Reagindo a esta renúncia, Maria Alice Mabote, presidente da liga dos Direitos Humanos, instituição que exigira nas vésperas a suspensão do mandato de Mondlane, até que se conclua o inquérito que está a ser levado a cabo ao nível daquele órgão, disse ter pecado por ser tardia.
“Se ele tivesse parado e renunciado logo que o escândalo eclodiu, tinha oportunidade de sair pela porta grande e teria evitado que viessem a público mais revelações sobre a sua postura, que o levam a incorrer ao foro criminal. Neste momento, eu como pessoa e como activista dos direitos humanos não estou totalmente satisfeito, apenas com a demissão.
Ficarei mais satisfeito se ele for sentar na barra do tribunal, só assim é que direi que há justiça”.
Os escândalos de Luís Mondlane, cuja demissão é inédita entre titulares de órgãos de soberania em Moçambique, inclui utilização indevida, de cerca de 400 mil dolares para despesas pessoais.
Para além da delapidação do erário público, Luís Mondlane está em contradição com os restantes seis conselheiros do conselho constitucional por causa da decisão unilateral de nomear Ana Juliana Sales, para secretária-geral, apesar de não reunir os requisitos legais para o cargo.
Luís Mondlane foi juiz dos tribunais revolucionários militares durante os primeiros anos da independência nacional em 1975, é conselheiro do tribunal supremo e já ocupou o cargo de Presidente do tribunal da Comunidade dos Países da África Austral
Fonte: VoaNews
Por William Mapote, VoaNews
Luís Mondlane, apresentou esta quinta-feira a sua demissão do cargo que ocupa há dois anos, pressionado pelos escândalos que o envolvem na administração financeira e controvérsia sobre a nomeação da nova secretária-geral da instituição.
Através de um comunicado de imprensa emitido no início da tarde, Mondlane justifica a medida, já comunicada ao chefe de estado, com o interesse de "contribuir para a salvaguarda da paz e estabilidade do país, abrindo espaço para a consolidação da democracia e do estado de direito democrático".
Luís mondlane diz deixar o Conselho constitucional convicto de ter dado o seu melhor para o desenvolvimento da instituição, no âmbito interno e na projecção de uma melhor imagem ao nível internacional.
Reagindo a esta renúncia, Maria Alice Mabote, presidente da liga dos Direitos Humanos, instituição que exigira nas vésperas a suspensão do mandato de Mondlane, até que se conclua o inquérito que está a ser levado a cabo ao nível daquele órgão, disse ter pecado por ser tardia.
“Se ele tivesse parado e renunciado logo que o escândalo eclodiu, tinha oportunidade de sair pela porta grande e teria evitado que viessem a público mais revelações sobre a sua postura, que o levam a incorrer ao foro criminal. Neste momento, eu como pessoa e como activista dos direitos humanos não estou totalmente satisfeito, apenas com a demissão.
Ficarei mais satisfeito se ele for sentar na barra do tribunal, só assim é que direi que há justiça”.
Os escândalos de Luís Mondlane, cuja demissão é inédita entre titulares de órgãos de soberania em Moçambique, inclui utilização indevida, de cerca de 400 mil dolares para despesas pessoais.
Para além da delapidação do erário público, Luís Mondlane está em contradição com os restantes seis conselheiros do conselho constitucional por causa da decisão unilateral de nomear Ana Juliana Sales, para secretária-geral, apesar de não reunir os requisitos legais para o cargo.
Luís Mondlane foi juiz dos tribunais revolucionários militares durante os primeiros anos da independência nacional em 1975, é conselheiro do tribunal supremo e já ocupou o cargo de Presidente do tribunal da Comunidade dos Países da África Austral
Fonte: VoaNews