Equipa inicia esta quarta-feira visita ao país
O primeiro-ministro guinnense Carlos Gomes Júnior reune-se esta quarta-feira com equipa monetária
Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), liderada por Paulo Drummond, inicia esta quarta-feira uma visita à Guiné-Bissau para mais uma avaliação à situação económica do país.
- 08 Junho 2011
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Durante a sua estada no país, a missão deverá reunir-se com vários representantes ministeriais e com o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, e realizar uma apresentação pública dos resultados preliminares.
A missão do FMI vai analisar o desempenho fiscal, a agenda das reformas estruturais, a execução do orçamental durante o ano corrente e iniciar os trabalhos relativos ao Orçamento Geral do Estado para 2012.
Na sua última visita ao país, em Março, a missão do FMI considerou que a Guiné-Bissau "continuou a progredir no processo de estabilização da economia".
"Estima-se que o crescimento económico (em 2010) se tenha situado em cerca de 3,5 por cento, apoiado pela recuperação de preço de exportação do caju e pela retoma no sector da construção civil", referiu em comunicado.
O FMI também considerou que em 2010, o país prosseguiu com as reformas estruturais. Em Dezembro, a Guiné-Bissau beneficiou de alívio da dívida ao abrigo da Iniciativa para os Países Pobres Altamente Endividados no valor de 1,2 mil milhões de dólares.
| 2011-05-05 12:35:44 |
Bissau - Associação do Consumidores de Bens e Serviços guineense (ACOBES) promoveno dia 11 de Maio, uma marcha de protesto contra a subida do preço dos produtos de primeira necessidade.
De acordo com o Presidente da ACOBES, Fodé Caramba Sanhá, no referido caderno reivindicativo constam entre outra reclamações, o controlo sistemático de compra e venda no mercado, extinção imediata da subvenção obrigatória imposta pelo Ministério do Comércio aos consumidores a favor da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Comércio, estabelecimento de um plano de abastecimento do mercado com géneros e artigos da primeira necessidade, uso do caderno de reclamação do consumidor no mercado nacional e, por último, a criação do espaço do Conselho Nacional Consultivo de Consumo, conforme a disposição de qualidade de diálogo e regulação social, do Programa de Qualidade, Acreditação e Normalização da União Económica Monetária Oeste Africana (EUMOA), para o consumidor destinatário final.
«No passado mês de fevereiro a actualidade de mercado foi dominada sobre o preço da farinha e do pão, houve tentativa de redução do tamanho que depois se ajustou em detrimento da manutenção do preço de 100 F.cfa. Agora o pão voltou ao tamanho normal, com um aumento de 100%, ou seja custa 200 F.cfa, enquanto a farinha continua a subir de 16 mil F.cfa para 37 mil F. cfa, o que confirmou a posição dominante e de força dos importadores face a um estado, desarmando-o das suas ferramentas de controlo de mercado», refereiu Caramba Sanhá, numa retrospectiva sobre a actual situação de aumento de preços de produtos da primeira necessidade.
Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network
Moçambique, segundo as previsões do Panorama Económico Global do FMI, vai ter um desempenho acima da média da região, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 7,5% em 2011 e 7,8% em 2012, segundo as últimas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).
As projecções para Cabo Verde, cuja economia recuperou já no ano passado do forte abrandamento sofrido em 2009 em consequência da crise global, mostram uma forte aceleração em 2012, com um crescimento de 6,8%, sendo a previsão para este ano de 5,5%, semelhante ao nível de 2010.
Para os outros dois países africanos de língua portuguesa, o FMI prevê crescimentos das respectivas economias abaixo da média da região este ano.A economia da Guiné-Bissau deverá crescer 4,3% este ano e 4,5% no próximo ano, e São Tomé e Príncipe 5% este ano e 6% em 2012.
Diário Digital / Lusa
O presidente do Banco Privado Atlântico de Angola iniciou na Guiné-Bissau encontros com as autoridades políticas e económicas para estudar os mecanismos para abrir a linha de crédito de 25 milhões de dólares prometidos pelo Governo angolano.
A liderar a delegação que foi hoje recebida pelo primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, o presidente do Banco Privado Atlântico de Angola, André Navarro, disse aos jornalistas que a sua instituição considera que a Guiné-Bissau "tem um sistema financeiro muito interessante, com um conjunto de bancos fortes. Diria que antes de iniciar este processo de abertura de um banco, porque não falar em cooperação com os bancos já existentes. Diria que esse é o primeiro passo", afirmou André Navarro, quando questionado pela agência Lusa sobre a possibilidade de abertura de um banco do seu grupo no país.
André Navarro disse que está em Bissau em representação do Governo de Angola e ainda hoje deverá manter um encontro com instituições financeiras que operam na Guiné-Bissau para um melhor conhecimento dos projectos e hipóteses de cooperação.
Fonte do Ministério da Economia, que está a acompanhar a delegação do banco angolano, disse que o Banco Privado Atlântico de Angola tem disponíveis 25 milhões de dólares (19 milhões de euros) para financiar uma linha de crédito, para o qual podem concorrer operadores económicos detentores de projectos de médio e longo prazo.
A linha de crédito de 25 milhões de dólares foi anunciada pelas autoridades angolanas, na sequência de um pedido feito pelo Governo guineense.
Além da linha de crédito, o Governo de Angola vai também dar um apoio orçamental de 12 milhões de dólares ao Orçamento Geral de Estado guineense.
Fonte: OJE/Lusa
A liderar a delegação que foi hoje recebida pelo primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, o presidente do Banco Privado Atlântico de Angola, André Navarro, disse aos jornalistas que a sua instituição considera que a Guiné-Bissau "tem um sistema financeiro muito interessante, com um conjunto de bancos fortes. Diria que antes de iniciar este processo de abertura de um banco, porque não falar em cooperação com os bancos já existentes. Diria que esse é o primeiro passo", afirmou André Navarro, quando questionado pela agência Lusa sobre a possibilidade de abertura de um banco do seu grupo no país.
André Navarro disse que está em Bissau em representação do Governo de Angola e ainda hoje deverá manter um encontro com instituições financeiras que operam na Guiné-Bissau para um melhor conhecimento dos projectos e hipóteses de cooperação.
Fonte do Ministério da Economia, que está a acompanhar a delegação do banco angolano, disse que o Banco Privado Atlântico de Angola tem disponíveis 25 milhões de dólares (19 milhões de euros) para financiar uma linha de crédito, para o qual podem concorrer operadores económicos detentores de projectos de médio e longo prazo.
A linha de crédito de 25 milhões de dólares foi anunciada pelas autoridades angolanas, na sequência de um pedido feito pelo Governo guineense.
Além da linha de crédito, o Governo de Angola vai também dar um apoio orçamental de 12 milhões de dólares ao Orçamento Geral de Estado guineense.
Fonte: OJE/Lusa
Bissau, Guiné-Bissau (PANA) - A modernização e a vulgarização dos meios de pagamento constitui um desafio para os países membros da União Económica Monetária Oeste-Africana (UEMOA), afirmou o director de exploração e normas monéticas do Agrupamento Interbancário Monética (GIM), Boukary Zongo.
"Apesar de vários obstáculos no espaço UEMOA, os Terminais de Pagamento Electrónico (TPE) já são uma realidade nos oito países que compõem esta organização sub-regional", indicou, reconhecendo, contudo, a baixa taxa de utilização de meios modernos de pagamento bancário.
"Na zona UEMOA pouco menos de duas mil pessoas utilizam cartões eletrónicos nas suas atividades, uma taxa de cobertura muito inferior a de Marrocos estimada em 25 mil utilizadores", acrescentou.
Por seu lado, Fama Ndiaye, uma das promotoras do encontro, mostrou-se otimista quanto à vulgarização dos meios de pagamento no mercado da UEMOA, apelando aos seminaristas a contribuírem para o sucesso deste projeto essencial para o desenvolvimento económico de cada país membro.
"Na verdade existem reticências quanto ao uso de cartões electrónicos pois há ainda uma real afeição à liquidez. Mas com vontade política podemos, em três anos, ultrapassar Marrocos na taxa de cobertura", declarou Fama Ndiaye, directora de desenvolvimento de mercado monético e rede do GIM-UEMOA.
O GIM-UEMOA, criado pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) em parceria com bancos comerciais da mesma zona, já lançou no mercado interbancário cartões GIM, Visa e MasterCard.
A UEMOA agrupa o Mali, a Guiné-Bissau, o Senegal, o Níger, a Côte d'Ivoire, o Burkina Faso, o Togo e o Benin.
Nota do MIB: já funcionam terminais de caixas eletrónicos em Bissau.
Lebsimenti, falta di rispitu ô di borgonha? *
Este ano celebramos 37 anos de "independência".
Uma independência que não trouxe progresso nenhum à Guiné-Bissau, do humilde ponto de vista de alguém que nasceu em 1986 e nunca conheceu a "Guiné Bonita" de que os mais velhos se lembram com saudades.
São poucas as notícias que trazem alegria a um sofrido coração guineense. A maioria das notícias que chegam a quem realmente se importa com este país são, no mínimo, revoltantes. E eu me recuso a conformar-me com o estado em que as coisas estão, a abandonar as minhas esperanças de que, um dia, a Guiné reconquistará o respeito.
Acabo de ler a notícia de que os preços na Guiné-Bissau podem aumentar se os apoios prometidos pela União Européia não forem dados. Essa declaração é praticamente uma ameaça à UE. E se não derem os apoios? No que é que isso afecta a vida do cidadão europeu que trabalha e paga impostos? Não lhes afeta nada. Eles têm os seus próprios problemas para resolver. A Guiné-Bissau que safe a sua mistida!
Caso ainda não tenham reparado, os preços já subiram (e muito) no país. O salário do cidadão comum não dá para nada! Às vezes até penso que é bom que não haja fornecimento regular de energia elétrica e água porque o cidadão não pode pagar. Mal sobrevive.... e agora querem que os preços subam ainda mais ?!?
Esses senhores que andam nos seus carros de luxo e vivem à grande e à francesa nas custas do povo miserável parecem não ter consciencia nenhuma da realidade. Do mal que nos fazem (a nós, povo).
Como guineense, não consigo ficar alheia a este tipo de situação. Não dá para calar a revolta que sinto e que sei que muitos outros guineenses partilham. I djusta dja, mbé!
É preciso compreender que é suposto a Guiné-Bissau ser uma República Democrática, com um Estado Soberano.
Não é responsabilidade da União Européia, França, Espanha ou Portugal. Nenhum outro país tem obrigação de sustentar a Guiné-Bissau com "mesadas" ou "migalhas". Ninguém os sustenta a eles, e caso não tenham parado para penar, o que é que eles ganham com isso ??? O dinheiro que metem na Guiné-Bissau provém do trabalho e sacrifício alheio. E eu, pessoalmente, não gostaria que o meu dinheiro fosse desperdiçado com quem não se dá ao trabalho de merecer.
A balança comercial de um país não pode nem deve contar com ou exigir recursos nem apoios orçamentais "gratuitos" de outros países para se equilibrar. Um orçamento de estado é coisa séria, que afecta a vida de uma nação inteira. É preciso trabalhar, minha gente! Trabalhar com seriedade e competência. É preciso se importar! Será que desconhecem os princípios basicos de Economia, Finanças e Administração Pública ???
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| Grito de revolta |
As declarações que lí nesta notícia são absurdas! Caso ainda não tenham notado, estão todos fartos da Guiné-Bissau e das palhaçadas que lá acontecem todos os anos e que não têm piada nenhuma. Caso ainda não tenham reparado, há mais países pobres a precisar de ajuda e alguns deles a merecem e fazem por merecer.
Ninguém vai nos ajudar mais se não estivermos dispostos a nos ajudar a nós mesmos. Temo que nem mesmo Deus nos ajudará se continuarem com as discarnas que têm feito.
Fidju di Guiné cansa, i foronta, i burgunho!
No entanto...
O chefe da missão do FMI declarou que prevê um crescimento de 3,5% em 2010 para o PIB guineense, e sublinha que a manutenção da estabiliade é fundamental. Essa notícia é, no minimo, contranstante e incompactível com a do "desequilíbrio acentuado das contas públicas" e risco sério de serem necessárias "medidas impopulares" para conter a subida dos preços dos produtos básicos.
Não posso deixar de notar que a exportação da castanha de cajú continua a ter um peso enorme na nossa balança comercial. Ao invés de se diversificar a agricultura, continua-se a praticar uma verdadeira monocultura de cajueiros onde só a castanha é aproveitada, pois o fruto em sí é transformado em n'sum-sum ou cadjolas (vinho ou aguardente de cajú) para afogar as mágoas do povo. Tomara que seja verdade o mito de que cadjolas cura 7 doenças, porque nesse caso pelo menos terá algum proveito, já que hospitais e médicos quase não temos.
Um país como a Guiné-Bissau, tão rico em terra fértil,tem quase tudo para ser auto-suficiente em alimentos e não só. "Só" lhe faltam (mais) cidadãos visionários, comprometidos e competentes no governo (e fora dele) ...
Enquanto isso ....
Segundo a UE (sim, a mesma que foi acima mencioanda), Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados.
Segundo esta notícia,
Este sim, é um país a sério... parabéns!
" o estudo mostrou que 43% dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31% para os EUA, 12% para Canadá e 12,8% para Austrália. Dez países africanos têm mais de 40% dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67% da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa."
Este sim, é um país a sério... parabéns!
Bissau – O Governo guineense anunciou a liquidação da empresa pública Empresa de Electricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), possibilitando assim, a participação de capital privado.
A medida foi tornada pública esta quarta-feira, em Bissau, pela ministra do Plano e Integração Regional, Helena Nosolini Embalo, no âmbito da cerimónia de assinatura de um protocolo de acordo com o Banco Mundial (BM), no quadro do projecto de reabilitação dos sectores da energia e água em Bissau.
O referido protocolo, rubricado pela titular da pasta da Economia e pelo Director de Operações do Banco Mundial para a Guiné-Bissau, Habib Fetini, é estimado em mais de 12 milhões de dólares. De destacar algumas medidas do projecto como a separação entre os serviços públicos de fornecimento de electricidade e de água assim como a separação entre meio rural e urbano, no que diz respeito ao fornecimento de luz e água.
De acordo com a ministra da Economia, o Governo pretende com esta iniciativa criar bases para a segurança e sustentabilidade económicas no sector, que igualmente irá requerer o saneamento e a reestruturação dos serviços de produção e distribuição de água e energia, através de uma participação do sector privado.
Nesta perspectiva, a governante salientou, que o fornecimento regular de energia e água à população a preços acessíveis continua a ser um dos principais desafios do Governo, com o apoio de parceiros internacionais, tendo-se já dado importantes passos neste sentido.
Foi neste sentido que, em 2008, o Executivo disse ter conseguido apoios do Banco Mundial e do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento para o lançamento de um projecto multi-sectorial de reabilitação de infra-estruturas, no valor de 25 milhões de dólares, com vista a garantir a capacidade de produção da empresa de electricidade na ordem dos 5,5 MW, através da compra e aluguer de geradores, a reabilitação de 76 quilómetros de redes eléctricas de média e baixa tensão, assim como uma extensão de 52 quilómetros de distribuição da rede de água, a construção de 2 169 ramais e 58 furos para os bairros mais populosos da capital.
O apoio à reestruturação da gestão comercial e financeira da EAGB e o fornecimento de 2 400 kits com contadores à referida empresa são, entre outros, propósitos agendado pelo Governo para o melhor funcionamento da maior e a única empresa de luz e água na Guiné-Bissau.
«Enquanto continuar a falta generalizada de energia e água, a Guiné-Bissau dificilmente vai sair do círculo recorrente de pobreza e nem poderá atingir o progresso sócio económico esperado para a consolidação da paz, assim como o relançamento da economia nacional», reconheceu a ministra da economia nacional.
Por outro lado, Helena Embalo referiu que na Guiné-Bissau, o preço da electricidade é mais alto relativamente ao que se pratica na sub-região, tendo acrescentado que «a taxa de electrificação do país é excessivamente baixa, situando-se na ordem dos 17 por cento, com um desproporção acentuada entre as zonas urbanas e rurais na Guiné-Bissau, contra os 30 por cento praticados na CEDEAO».
Segundo os últimos dados do recenseamento geral da população de 2009, das 176 500 habitações recenseadas em todo território nacional, apenas cerca de 7 500 têm água potável.
Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

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