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22/11/10, 15:37
OJE/Lusa
Uma missão da Sociedade Financeira Internacional (IFC), organismo do Banco Mundial para promover o investimento do sector privado em países em vias de desenvolvimento, chega hoje à Guiné-Bissau para encontros com entidades governamentais e empresários guineenses.

Segundo um comunicado do Ministério da Economia, enviado à agência Lusa, o objectivo da missão, que fica no país até quinta-feira, é "identificar (...) as acções que o IFC poderá empreender para apoiar as reformas lançadas desde 2009 pelo Governo para melhorar o ambiente de negócios e reforçar o papel da iniciativa privada".

Durante a sua estada em Bissau, a missão do IFC terá encontros com delegações ministeriais, durante os quais deverão ser tratados assuntos relativos ao ambiente de negócios e questões sobre finanças e parcerias público-privadas nos sectores da energia, infra-estruturas e agricultura.

"Também estão previstas sessões de trabalho com os diversos actores do sector privado", da Guiné-Bissau, acrescenta o documento.

O IFC viabilizou há cerca de dez anos a constituição da empresa agro-industrial Agribissau, com uma participação num grupo accionista, mas praticamente cessou a sua intervenção no país, na sequência da instabilidade política da última década.
Índice da Fome no Mundo 2010 revela que em português há muita gente com a barriga vazia, o que nem sequer é novidade. Mas nada melhor do que assobiar para o lado...

Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste integram uma lista de 25 países onde o aumento da fome é alarmante, segundo revela hoje um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares. Por outras palavras, nestes países os poucos que têm milhões têm ainda mais milhões, e os milhões que têm pouco ou nada passaram a ter ainda menos. Ser gerado com fome, nascer com fome e morrer pouco depois com fome parece ser uma fatalidade na Lusofonia.

De acordo com o relatório “Índice da Fome no Mundo 2010”, a fome no mundo atinge quase um milhão de pessoas e assumiu proporções alarmantes em cerca de 30 países, devido à pobreza, aos conflitos e à instabilidade política.

Além disso, como diz Mo Ibrahim, “não se justificam a fome, a ignorância e a doença que assolam África”, pelo que a solução terá de passar obrigatoriamente por “bons líderes, boas instituições e boa governação”, sem os quais “não haverá Estado de Direito, não haverá desenvolvimento”.

O Índice da Fome no Mundo 2010 (de zero a 100), a fome atinge um nível “alarmante” a partir de 20 pontos e “extremamente alarmante” a partir de 30.

Os 25 países onde a situação é alarmante são, por ordem crescente de gravidade, Nepal, Tanzânia, Camboja, Sudão, Zimbábue, Burkina Faso, Togo, Guiné-Bissau, Ruanda, Djibuti, Moçambique, Índia, Bangladesh, Libéria, Zâmbia, Timor-Leste, Níger, Angola, Iémen, República Centro-Africana, Madagáscar, Ilhas Comores, Haiti, Serra Leoa e Etiópia.

De 122 países em desenvolvimento estudados, os níveis de fome "extremamente alarmantes" foram alcançados em quatro países da África Subsaariana, a República Democrática do Congo (RDC), o Burundi, o Chade e a Eritreia.

A República Democrática do Congo atingiu 40 pontos nesta escala, sendo o país que sofreu a maior deterioração do índice, segundo o relatório. Este é, aliás, o país que tem a maior taxa de mortalidade infantil no mundo.

Este índice da fome no mundo é calculado através de três indicadores: a proporção da população com subnutrição, o baixo peso infantil e as taxas de mortalidade infantil.

A subnutrição em crianças com menos de dois anos é um dos principais obstáculos para a redução da fome no mundo, acrescentou o relatório.

Também o Índice Mo Ibrahim 2010, revelado recentemente, indicava, em termos de governação, que Cabo Verde é o país africano de expressão portuguesa melhor classificado, ocupando o quarto lugar, seguindo-se São Tomé e Príncipe em 11º, Moçambique em 20º, Guiné-Bissau em 41º e Angola em 43º.

No índice de 53 países, Cabo Verde desceu, porém, dois lugares em relação a 2009, ficando agora atrás das Maurícias, que mantém o primeiro posto, Seicheles e Botsuana, com a África do Sul a fechar o “top 5”. Os últimos da lista são a Eritreia, Zimbabué, RD Congo, Chade e Somália.

A tabela avalia quatro critérios de governação - Desenvolvimento Humano, Participação e Direitos Humanos, Segurança e Estado de Direito, Oportunidades de Sustentabilidade Económica.

Numa pontuação de 0 a 100, Cabo Verde surge com 73.83 pontos, seguido, entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), por São Tomé e Príncipe (desceu uma posição em relação a 2009 - 57,05 pontos), Moçambique (52,39), Guiné-Bissau (42,09) e Angola (39,29).

Fundador da empresa de telecomunicações africana Celtel International, Mo Ibrahim, nascido no Sudão em 1946, é considerado um modelo de cidadão africano bem sucedido, que privilegiou uma gestão ética do negócio. Vendeu a empresa em 2005 - sete anos depois de a ter criado - a um operador do Kuwait por 3,4 mil milhões de dólares, fortuna que financia a sua Fundação.

Mo Ibrahim tem responsabilizado as “falhas monumentais dos líderes africanos após a independência”, explicando sem meias palavras que, “quando nasceram os primeiros Estados africanos independentes, nos anos 50, África estava melhor em termos económicos”.

Mo Ibrahim explica que “as enormes falhas na governação provocaram o retrocesso”, culpando também os cidadãos porque foram eles que permitiram que os destinos do continente fossem conduzidos por maus líderes.

O empresário qualifica de “vergonhoso e um golpe à dignidade” a contínua dependência de África em relação ao ocidente, tendo em conta os “recursos impressionantes” que abundam no continente.

“Não se justificam a fome, a ignorância e a doença que assolam África”, enfatiza Mo Ibrahim, para quem a solução terá de pessar obrigatoriamente por “bons líderes, boas instituições e boa governação”, sem os quais “não haverá Estado de Direito, não haverá desenvolvimento”.


Fonte: Página Um
A redação, os estúdios e as salas de montagem da Televisão da Guiné-Bissau (TGB) estão todas trancadas à chave e vazias, porque os equipamentos avariaram e deixou de haver forma de fazer a “caixinha mágica” daquele país funcionar.
“O problema da TGB é um problema de equipamentos. Os equipamentos que estão cá são equipamentos que foram instalados em 1988, já passaram 22 anos. Portanto, estamos com um problema estrutural”, afirmou à agência Lusa Eusébio Nunes, diretor geral da televisão pública guineense.

Há mais de dois meses que a televisão não emite, os equipamentos não funcionam, mas o maior problema é que também já não são produzidos no mercado e não há forma de os mandar reparar.

“Os equipamentos estão completamente descontinuados, já deram o que tinham a dar, e chegou-se a um momento em que não podemos fazer mais nada”, lamenta Eusébio Nunes.
Segundo o diretor geral da televisão, a única solução é substituir um equipamento por um outro formato.

É que, acrescenta, nem os conteúdos fornecidos pelos parceiros de cooperação podem passar naquela televisão porque estão em formato digital e a TGB ainda funciona em formato analógico.

Os funcionários da televisão vão quase todos os dias às instalações da TGB, mas começam a desistir por frustração, porque não há forma de trabalhar. Segundo Eusébio Nunes, os profissionais são muito bons e “gostariam de fazer muito mais pelo seu país”, mas sem meios começam a ficar frustrados e com pouca esperança numa solução para breve.

“O Governo não tem dinheiro. O país está com muitos problemas e há outras prioridades sociais”, diz Eusébio Nunes.

O diretor geral sublinha, contudo, que a televisão é a primeira imagem do país.

Para o fim fica o apelo para todas as televisões portuguesas, públicas ou privadas, que queiram ajudar a televisão da Guiné-Bissau.
Segundo Eusébio Nunes, neste momento qualquer ajuda é bem vinda e os guineenses agradecem.
Lusa / AO online


Bissau – A Secretaria de Estado do Ambiente e Desenvolvimento Durável da Guiné-Bissau, denunciou ao primeiro-ministro, a movimentação de um navio com resíduos tóxicos ao largo da costa de África.

A notícia foi avançada esta terça-feira à PNN, por uma fonte do Ministério da Defesa Nacional. A Secretaria de Estado do Ambiente e Desenvolvimento Durável afirmou ter sabido da presença do navio com os resíduos tóxicos através de uma advertência feita pelo Centro Regional da Convenção de Basileia para os países francófonos de África, com sede em Dacar. A informação foi posteriormente remetida, por carta, ao primeiro-ministro guineense.


Na sequência da informação, o chefe do Governo deu as orientações necessárias às instituições encarregadas da segurança do país, nomeadamente o Ministério do Interior, Ministério da Defesa Nacional e ainda à Secretaria do Estado dos Transportes.
Ciente da gravidade desta situação, a Secretaria de Estado do Ambiente, chamou a atenção das outras instituições ligadas directamente ao assunto, no sentido de accionarem as providências necessárias para evitar a eventual deposição destes resíduos no espaço pertencente ao território nacional.
Sumba Nansil - (c) PNN Portuguese News Network -  2010-09-30 11:22:47

Obs: 
Interessante o facto de não se ter falado da proveniência desse navio. De onde será que vêm esses residuos tóxicos e será pura coincidência irem parar no território marinho guineense?
Espero que sejam tomadas medidas sérias para proteger não só a nossa fauna marinha como a do planeta inteiro. Caso não tenham reparado, temos uma reserva de biosfera e  património mundial e cultural da Humanidade a zelar: as Ilhas Bijagós. Portanto, este é um assunto que diz respeito a todos os países, sem exepção. 
Res Nullius

Lebsimenti, falta di rispitu ô di borgonha? *

Este ano celebramos 37 anos de "independência". 
Uma independência que não trouxe progresso nenhum à Guiné-Bissau, do humilde ponto de vista de alguém que nasceu em 1986 e nunca conheceu a "Guiné Bonita" de que os mais velhos se lembram com saudades. 

São poucas as notícias que trazem alegria a um sofrido coração guineense. A maioria das notícias que chegam a quem realmente se importa com este país são, no mínimo, revoltantes. E eu me recuso a conformar-me com o estado em que as coisas estão, a abandonar as minhas esperanças de que, um dia, a Guiné reconquistará o respeito. 

Acabo de ler a notícia de que os preços na Guiné-Bissau podem aumentar se os apoios prometidos pela União Européia não forem dados. Essa declaração é praticamente uma ameaça à UE. E se não derem os apoios? No que é que isso afecta a vida do cidadão europeu que trabalha e paga impostos? Não lhes afeta nada. Eles têm os seus próprios problemas para resolver. A Guiné-Bissau que safe a sua mistida!

Caso ainda não tenham reparado, os preços já subiram (e muito) no país. O salário do cidadão comum não dá para nada! Às vezes até penso que é bom que não haja fornecimento regular de energia elétrica e água porque o cidadão não pode pagar. Mal sobrevive.... e agora querem que os preços subam ainda mais ?!?

Esses senhores que andam nos seus carros de luxo e vivem à grande e à francesa nas custas do povo miserável parecem não ter consciencia nenhuma da realidade. Do mal que nos fazem (a nós, povo). 

Como guineense, não consigo ficar alheia a este tipo de situação.  Não dá para calar a revolta que sinto e que sei que muitos outros guineenses partilham. I djusta dja, mbé! 

É preciso compreender que é suposto a Guiné-Bissau ser uma República Democrática, com um Estado Soberano. 
Não é responsabilidade da União Européia, França, Espanha ou Portugal. Nenhum outro país tem obrigação de sustentar a Guiné-Bissau com "mesadas" ou "migalhas". Ninguém os sustenta a eles, e caso não tenham parado para penar, o que é que eles ganham com isso ???  O dinheiro que metem na Guiné-Bissau provém do trabalho e sacrifício alheio. E eu, pessoalmente, não gostaria que o meu dinheiro fosse desperdiçado com quem não se dá ao trabalho de merecer. 

A balança comercial de um país não pode nem deve contar com ou exigir recursos nem apoios orçamentais "gratuitos" de outros países para se equilibrar. Um orçamento de estado é coisa séria, que afecta a vida de uma nação inteira. É preciso trabalhar, minha gente! Trabalhar com seriedade e competência. É preciso se importar! Será que desconhecem os princípios basicos de Economia, Finanças e Administração Pública ??? 

Grito de revolta
As declarações que lí nesta notícia são absurdas! Caso ainda não tenham notado, estão todos fartos da Guiné-Bissau e das palhaçadas que lá acontecem todos os anos e que não têm piada nenhuma. Caso ainda não tenham reparado, há mais países pobres a precisar de ajuda e alguns deles a merecem e fazem por merecer. 

Ninguém vai nos ajudar mais se não estivermos dispostos a nos ajudar a nós mesmos. Temo que nem mesmo Deus nos ajudará se continuarem com as discarnas que têm feito. 

Fidju di Guiné cansa, i foronta, i burgunho! 

No entanto...

O chefe da missão do FMI declarou que prevê um crescimento de 3,5% em 2010 para o PIB guineense, e sublinha que a manutenção da estabiliade é fundamental. Essa notícia é, no minimo, contranstante e incompactível com a do "desequilíbrio acentuado das contas públicas" e risco sério de serem necessárias "medidas impopulares" para conter a subida dos preços dos produtos básicos. 

Não posso deixar de notar que a exportação da castanha de cajú  continua a ter um peso enorme na nossa balança comercial. Ao invés de se diversificar a agricultura, continua-se a praticar uma verdadeira monocultura de cajueiros onde só a castanha é aproveitada, pois o fruto em sí é transformado em n'sum-sum ou cadjolas (vinho ou aguardente de cajú) para afogar as mágoas do povo. Tomara que seja verdade o mito de que cadjolas cura 7 doenças, porque nesse caso pelo menos terá algum proveito, já que hospitais e médicos quase não temos. 

Um país como a Guiné-Bissau, tão rico em terra fértil,tem quase tudo para ser auto-suficiente em alimentos e não só. "Só" lhe faltam (mais) cidadãos visionários, comprometidos e competentes no governo (e fora dele) ...

Enquanto isso .... 

Segundo a UE (sim, a mesma que foi acima mencioanda), Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados. 

Segundo esta notícia, 
" o estudo mostrou que 43% dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31% para os EUA, 12% para Canadá e 12,8% para Austrália. Dez países africanos têm mais de 40% dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67% da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa."

Este sim, é um país a sério... parabéns!
Bissau – O Governo guineense anunciou a liquidação da empresa pública Empresa de Electricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), possibilitando assim, a participação de capital privado.




A medida foi tornada pública esta quarta-feira, em Bissau, pela ministra do Plano e Integração Regional, Helena Nosolini Embalo, no âmbito da cerimónia de assinatura de um protocolo de acordo com o Banco Mundial (BM), no quadro do projecto de reabilitação dos sectores da energia e água em Bissau.

O referido protocolo, rubricado pela titular da pasta da Economia e pelo Director de Operações do Banco Mundial para a Guiné-Bissau, Habib Fetini, é estimado em mais de 12 milhões de dólares. De destacar algumas medidas do projecto como a separação entre os serviços públicos de fornecimento de electricidade e de água assim como a separação entre meio rural e urbano, no que diz respeito ao fornecimento de luz e água. 

De acordo com a ministra da Economia, o Governo pretende com esta iniciativa criar bases para a segurança e sustentabilidade económicas no sector, que igualmente irá requerer o saneamento e a reestruturação dos serviços de produção e distribuição de água e energia, através de uma participação do sector privado.

Nesta perspectiva, a governante salientou, que o fornecimento regular de energia e água à população a preços acessíveis continua a ser um dos principais desafios do Governo, com o apoio de parceiros internacionais, tendo-se já dado importantes passos neste sentido. 

Foi neste sentido que, em 2008, o Executivo disse ter conseguido apoios do Banco Mundial e do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento para o lançamento de um projecto multi-sectorial de reabilitação de infra-estruturas, no valor de 25 milhões de dólares, com vista a garantir a capacidade de produção da empresa de electricidade na ordem dos 5,5 MW, através da compra e aluguer de geradores, a reabilitação de 76 quilómetros de redes eléctricas de média e baixa tensão, assim como uma extensão de 52 quilómetros de distribuição da rede de água, a construção de 2 169 ramais e 58 furos para os bairros mais populosos da capital.

O apoio à reestruturação da gestão comercial e financeira da EAGB e o fornecimento de 2 400 kits com contadores à referida empresa são, entre outros, propósitos agendado pelo Governo para o melhor funcionamento da maior e a única empresa de luz e água na Guiné-Bissau.



«Enquanto continuar a falta generalizada de energia e água, a Guiné-Bissau dificilmente vai sair do círculo recorrente de pobreza e nem poderá atingir o progresso sócio económico esperado para a consolidação da paz, assim como o relançamento da economia nacional», reconheceu a ministra da economia nacional.

Por outro lado, Helena Embalo referiu que na Guiné-Bissau, o preço da electricidade é mais alto relativamente ao que se pratica na sub-região, tendo acrescentado que «a taxa de electrificação do país é excessivamente baixa, situando-se na ordem dos 17 por cento, com um desproporção acentuada entre as zonas urbanas e rurais na Guiné-Bissau, contra os 30 por cento praticados na CEDEAO».

Segundo os últimos dados do recenseamento geral da população de 2009, das 176 500 habitações recenseadas em todo território nacional, apenas cerca de 7 500 têm água potável.




Sumba Nansil 





(c) PNN Portuguese News Network
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