A África do Sul exportou vários milhões de dólares em armas para alguns dos regimes mais repressivos do mundo. A revelação é feita pelo semanário Sunday Independent.
Argélia, Azerbaijão, Bahrein, Burundi, China, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Líbia, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Tunísia e Iémen são outros tantos países que adquiriram armas à África do Sul, revela o jornal.
O Sunday Independent recorda que as armas sul-africanas foram vendidas a cinco dos dez países menos democráticos recenceados no Índice da democracia, publicado pela revista britânica The Economist.
Por Eugénio Teixeira, VoaNews em Cidade da Praia
Aviões russos teriam pasado por Cabo Verde a caminho da Costa do Marfim
As Nações Unidas estão a investigar um possível tráfico de armas do Zimbabwe para a Costa do Marfim, destinadas a Laurent Gbagbo, numa clara violação às sanções impostas pela ONU.
Segundo a agencia Reuters, entre as matérias que estão a ser investigadas, há referência à "entrega de uma carga suspeita vinda de Angola" que envolveu dois caças soviéticos Sukhoi-27 e um bombardeiro, também soviético, MIG-25 que teriam sido detectados no aeroporto de São Pedro, em São Vicente, Cabo Verde. Cabo Verde reagiu a estas acusações negando enfaticamente que tal tenha acontecido.
Em declarações à imprensa o presidente da empresa de aeroportos e segurança aérea, Mário Paixão, disse que as notícias veiculadas são “falsas, sensacionalistas e especulativas”. Segundo o responsável máximo da ASA, nenhuma autorização foi emitida pelas autoridades do arquipélago, portanto tais informações são totalmente infundadas.
Também o ministro dos negócios estrangeiros, José Brito, desmentiu a informação de que teriam passado por Cabo Verde três aviões de guerra russos carregados de armas traficadas para a Costa do Marfim.
José Brito, afirmou que Cabo Verde respeita o embargo das Nações Unidas, por isso não podia aceitar que qualquer avião com armamento escalasse aeroportos do arquipélago.
Fonte: VoaNews
Fonte: Angop
Cidade da Praia - A imprensa cabo-verdiana noticiou, nesta quinta-feira, que existem armas de guerra oriundas da Guiné-Bissau a "circularem" no país, assim como “indícios” de trafico material bélico, situação não confirmada pelo Governo.
Cidade da Praia - A imprensa cabo-verdiana noticiou, nesta quinta-feira, que existem armas de guerra oriundas da Guiné-Bissau a "circularem" no país, assim como “indícios” de trafico material bélico, situação não confirmada pelo Governo.
A notícia foi avançada na edição de hoje do semanário cabo-verdiano “A Nação”, que adianta estar na posse de informações que "indiciam a existência de um esquema de tráfico de armas", que chegam da Guiné-Bissau em "sacos de alfarrobas e cabaceiras para dissimular as armas e munições".
"Armas como espingardas automáticas do tipo AKM e pistolas Makarov circulam, normalmente e sem qualquer controlo, entre militares e civis na Guiné-Bissau e daí uma certa fragilidade em engendrar um esquema que permita «exportá-las» para países vizinhos", escreve o jornal, que não cita fontes.
Segundo o jornal, o "esquema" está nas mãos de um conhecido empresário do país, que não é identificado, e a organização está de tal forma montada que consegue escapar aos «scanners» portáteis da Comissão Nacional de Controlo de Armas Ligeiras e de Pequeno Porte, instalados nos principais portos e aeroportos do arquipélago.
"Recentemente, foram detidos alguns grupos de delinquentes, chefiados por ex-fuzileiros das Forças Armadas cabo-verdianas na posse de armas de guerra, que, alegadamente, não fazem parte do arsenal do Exército local”, lê-se no jornal.
No jornal, o Chefe do Estado-maior das Forças Armadas (CEMFA) cabo-verdiano, coronel Fernando Pereira, não comentou a situação, mas garante que existem medidas de controlo em relação ao material bélico do país, deixando entender que o material que circula em Cabo Verde não pertence ao Exército.
Ainda hoje, a ministra da Defesa cabo-verdiana, Cristina Lima, foi cautelosa na abordagem ao assunto, sublinhando que não pode confirmar a notícia, embora saliente que o Governo está "atento" a situação.
"Todo o tipo de circulação de armas ilícitas que se verifica está a ser acompanhado pelas instâncias próprias e temos a noção de que é necessário fazer algo para evitar a porosidade das fronteiras", salientou.
Cristina Lima sublinhou, por outro lado, que os meios de fiscalização nos portos e aeroportos tornam os tráficos "mais difíceis".
Realçou que Cabo Verde, apesar de ser arquipélago, tem já em funcionamento o Centro de Operações de Segurança Marítima (COSMAR) por satélite, em colaboração com os Estados Unidos de América (EUA), e está a instalar radares em vários locais, numa acção de cooperação com Espanha.
